Arthur e Alana também já haviam tido contato íntimo, mas apenas naquela noite. Naquela noite, inúmeras vezes, eles buscaram um ao outro, explorando-se.
Porém, agora, eles chegaram à fase do divórcio...
O rosto pálido de porcelana de Alana ruborizou instantaneamente. Ela estendeu a mão para puxar o roupão, mas uma mão foi mais rápida e ajustou o roupão nela.
Alana levantou os olhos e viu que a expressão de Arthur era impenetrável.
Apenas no momento em que ela olhou e os olhares se cruzaram, ele desviou o olhar. Depois que ela se equilibrou, ele a soltou.
Até mesmo o celular foi devolvido a ela, sem ele perguntar quem havia ligado.
Ele não disse nada.
As mãos de Alana tremiam levemente, e ela explicou por impulso: — Não estou tentando te seduzir.
A postura de Arthur, que estava prestes a sair, parou levemente. Ele a olhou de soslaio, parecendo ter algo a dizer, mas por fim, apenas deu uma resposta suave: — Sim.
Alana desviou o olhar, mas, de canto de olho, notou um documento sobre a cama.
Ela se aproximou para pegá-lo e viu que era um novo acordo de divórcio.
Ao abri-lo, descobriu que ele havia feito alterações. Havia uma cláusula que continha as quatro exigências que ele havia mencionado ao entrar: "Primeiro, estar disponível quando eu chamar; segundo, não se esconda de mim; terceiro, coopere comigo; quarto, instale um localizador no seu celular, sincronizado com o meu, para que eu possa saber a sua localização e entrar em contato a qualquer momento".
Só então Alana percebeu, com atraso, que ele tinha ido até ali para lhe entregar o acordo de divórcio, e que, na verdade, não havia necessidade de explicar nada a ele.
Não importava se ele acreditava ou não, de qualquer forma eles já estavam prestes a se divorciar.
No entanto, Alana não concordou com o último ponto.
— Para onde eu vou é problema meu. Não quero ser vigiada.

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