Bento desviou o olhar e sorriu: — Não é nada. Só achei que a relação do Arthur e da Alana melhorou bastante. Será que a senhora tem esperanças de segurar um bisneto?
Dona Vitória adorava ouvir aquilo.
Ela riu.
Ela não podia falar das intimidades do jovem casal na frente de Bento, alguém de fora, então disse: — A Alana acabou de me falar que só quando a saúde dela melhorar. Eu não tenho pressa. Vou tentar viver o bastante para ver o meu bisnetinho!
Ao ouvir isso, Arthur apenas sorriu.
Bento sentou-se em frente a Alana e olhou para ela.
Ela também sorriu.
Mas Bento sentiu.
Não era o que Lorenzo havia falado...
Naquela noite, porém, Alana estava bem entusiasmada com Arthur.
E Arthur, como se quisesse lidar com a avó, comia tudo o que Alana lhe servia.
Quando diziam algo, Arthur abaixava a cabeça de bom grado e chegava perto para ouvir, cuidando bastante de como ela se sentia...
Até mesmo, quando o garçom trouxe camarões para Alana, Arthur se pronunciou: — Pode levar. Minha esposa tem alergia a camarão. Da próxima vez, não sirva esse tipo de coisa na frente dela.
Depois de falar, ele olhou para Alana.
Alana mantinha a cabeça baixa enquanto comia e não falou nada. Arthur a observou por um bom tempo.
Se Bento não conhecesse a história toda, quase acreditaria que Arthur gostava de Alana, que havia se apaixonado por ela, e não que estava atuando para Dona Vitória ver.
Especialmente no fim do jantar, quando Alana se levantou e torceu o pé, Arthur pegou a mulher nos braços, virou-se para a avó e disse: — Vovó, nós vamos voltar agora.
Dona Vitória sorriu e assentiu com a cabeça, enquanto Sr. Ricardo e Dona Helena demonstravam a mesma postura amigável.
Bento olhou para Alana, mas Arthur já havia virado as costas com ela nos braços.
Ela apoiava as mãos no pescoço de Arthur e apertava com força as roupas dele.

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