A recusa tão seca fez com que todos os olhares se concentrassem em Alana.
Arthur não foi exceção.
Seus olhos calmos encaravam Alana com indiferença; ele não dizia nada, apenas sustentava o olhar dela.
Um homem no poder há muito tempo não precisa de palavras; basta um olhar silencioso para que a sensação de opressão se espalhe no coração de todos.
O medo dele ainda estava nos ossos de Alana, mas ela não abaixou a cabeça, enfrentando o olhar dele de frente, sem ceder.
Para o Arthur, toda essa postura firme da Alana parecia nada mais do que uma birra infantil.
— Tudo bem. — O homem assentiu.
Ele ainda não a havia questionado sobre o incidente da noite passada. Dava para entender que ela estivesse com raiva e ressentimento.
Mas, — Negócios são negócios.
Portanto, — A Assistente Alana me deve um motivo para não querer.
Negócios são negócios?
Alana só achou ridículo.
Ele achava que ela estava fazendo birra de novo e misturando as coisas?
Após uma pausa, Arthur falou novamente: — Já que a Assistente Alana não tem um motivo, então...
— Na minha própria empresa, eu também posso cuidar de todos os projetos sem falhas. Mas já que o Sr. Campos faz questão de solicitar minha cessão para o Grupo Campos, então peço que me dê um motivo essencial para ir. — Alana olhou para Arthur.
Arthur assentiu levemente:
— Já que a Assistente Alana será a responsável pelo projeto, presumo que suas habilidades profissionais sejam excepcionais. A Vanguarda Tecnológica precisa de um pilar técnico como você. Faltam profissionais qualificados, não é possível contratar de imediato, nem transferir funcionários, então ofereceremos apoio a curto prazo para a subsidiária com você como enviada externa. O triplo do salário.

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