— O Arthur não imaginava que a área de tecnologia era exatamente o meu ponto forte. O plano dele vai dar errado.
A Alana riu amargamente de si mesma.
Henrique também achou que aquilo foi uma sorte em meio ao azar.
— Contanto que você faça um bom trabalho desta vez, poderá andar de cabeça erguida nesta área. Nos bastidores ou na linha de frente, você será a melhor.
Por fim, Alana acrescentou:
— Não quero mais colaborar com a família Paiva. Henrique, vá avisar por mim.
Henrique concordou.
Alana já havia preparado um novo artigo, começando exatamente por aquele material central que Arthur lhe mostrara.
Ao voltar para o escritório, Alana olhou de propósito para a sala de Arthur.
A esta hora, ele já deveria ter assinado o acordo de divórcio, certo?
Alana queria muito perguntar quando ele teria tempo para oficializarem o divórcio, pois havia um período de reflexão de trinta dias, e precisariam esperar esse tempo para pegar a certidão.
Mas agora era horário de expediente, não era conveniente perguntar sobre isso de forma tão direta.
Alana recolheu seus pensamentos e, assim que se sentou, viu o Dr. Mendes saindo.
Não sabia se era impressão sua, mas Alana achou que o rosto do Dr. Mendes não estava bom; ele nem sequer olhou para ela e simplesmente virou-se para ir embora.
E a palma da mão dele parecia manchada de alguma coisa.
Alana levantou-se, preparando uma desculpa para descer e perguntar pessoalmente ao Dr. Mendes o que havia acontecido.
Assim que chegou ao elevador, Tiago se aproximou:
— O Sr. Campos quer que você vá até lá.
Alana teve um mau pressentimento.
Ao entrar, não viu Isabella nem os outros; Arthur apenas lhe entregou um documento:
— Fique esta noite, vamos fazer hora extra juntos.
Alana segurou o documento sem se mover.
Arthur levantou a cabeça para olhar para ela:
— O que foi?
— É só hora extra? — Alana apertou os lábios, olhando-o de forma questionadora.

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