Dona Helena, a princípio, não queria se envolver muito com Isabella.
Mesmo tendo plena consciência de que a capacidade, o contexto familiar e vários outros aspectos de Alana não se comparavam aos de Isabella, como, no fim das contas, Alana fora a escolhida, ela não era do tipo de pessoa que fica cobiçando outras opções enquanto já tinha a sua.
Mas Isabella estava com uma expressão séria...
— O que foi? — perguntou Dona Helena.
Isabella disse:
— É uma coisa muito importante. Acho que a senhora ainda não sabe.
Se soubesse, não estaria tão calma e nem mesmo deixaria Alana descer com ela.
— Mas aqui não é conveniente para falar, tem uma cafeteria logo ali na frente. — sugeriu.
Dona Helena olhou para a atitude confiante de Isabella e hesitou.
Pelo canto do olho, ela viu que Alana não estava muito longe. Se Alana descobrisse que ela estava se encontrando com Isabella às escondidas, inevitavelmente pensaria alguma coisa, e Alana mal tinha começado a chamá-la de mãe.
Além disso, também teria que dar uma explicação para Dona Vitória.
Neste momento, ela estava pressionando por casamento e filhos, então encontrar-se com Isabella seria ruim.
Depois de se decidir, Dona Helena disse:
— Se tem alguma coisa, diga logo aqui mesmo.
Isabella não notou a diferença em Dona Helena, achando apenas que ela estava com pressa.
Então pegou diretamente o celular e procurou a foto que tirara.
Ao mesmo tempo, não muito longe, Alana recebeu uma ligação do Dr. Mendes.
O tom do Dr. Mendes estava péssimo:
— A Isabella derramou tinta no acordo de divórcio, agora o documento está inutilizado. Perdi a viagem, sinto muito.
Alana ficou em silêncio por um longo tempo, antes de perguntar:
— E o que fazer agora?
— Ainda não consegui ver o Sr. Campos. Liguei há pouco para saber como proceder, mas o lado dele está ocupado, não atendeu. Não tem o que fazer agora. Com medo de atrasar o andamento, liguei para você, para perguntar se pode ir falar com ele. — Depois de dizer isso, o Dr. Mendes se desculpou profusamente:
— Alana, desculpe.
Alana balançou a cabeça:
— A culpa não é sua.


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