Uma mensagem apareceu na tela: "Arthur, você vem hoje à noite?"
O nome do contato era Baby.
Alana não precisava adivinhar para saber que era Isabella.
Com uma expressão normal, ela pegou o celular enquanto aproveitava para pegar o casaco de Dona Vitória, e justo nessa hora Isabella ligou.
A princípio, Alana não pretendia atender, mas tocou na tela por engano, e a voz de Isabella soou:
— Arthur, está ocupado? O que aconteceu hoje, mesmo você dizendo que a culpa não foi minha, ainda sinto muita culpa. Posso te compensar?
Na mensagem anterior, Isabella perguntou a Arthur se ele iria lá à noite, e agora falava em compensação.
Eles eram adultos, e Alana não seria ingênua a ponto de não entender o que aquilo significava.
Não era nada além de intimidade.
Ela queria desligar, mas Isabella voltou a falar:
— Arthur, obrigada por toda a sua tolerância e compreensão comigo o tempo todo, e por ajudar tanto a minha família. Eu te amo muito. Eu sei que foi por minha causa que a Alana armou toda essa confusão. Vou arrumar um tempo para conversar com ela direitinho, acho que posso conversar com ela e corrigir os valores dela.
Alana não esperava ouvir a declaração de Isabella e ainda por cima ser pisoteada por ela...
Do outro lado, Isabella não ouviu nada por duas vezes, pareceu preocupada e chamou:
— Arthur? Arthur, está me ouvindo?
— Srta. Soares, sou a Alana. — A voz de Alana trazia um toque de zombaria e, sem nem esperar Isabella falar, disse: — Srta. Soares, acho que você devia procurar ajuda médica. Nunca vi uma amante querendo dar lição de moral para a esposa legítima.
Antes, Alana não queria entrar em conflito direto com Isabella, porque não havia vantagem alguma e era perda de tempo.
E Isabella parecia ter uma teoria de vítima própria; achava sempre que a culpa era da Alana, que a Alana era a errada.

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