Dona Helena balançou a mão, enxugando as lágrimas:
— Não foi isso que eu quis dizer! Eu... Não é por isso que não quero que vocês se divorciem. Eu... Eu não sou assim. Eu gosto de você, do mesmo jeito que a sua avó gosta.
Alana:
— Obrigada. Mesmo depois do divórcio, continuarei considerando você como mãe.
Dona Helena percebeu que aquelas palavras eram apenas para confortá-la.
Ela acenou com a mão e parou de falar com Alana.
Falar demais só colocaria Alana em uma posição difícil.
O problema de tudo aquilo estava em seu próprio filho.
Dona Helena limpou as lágrimas mais uma vez e se ajoelhou sem hesitar na frente de Arthur.
Arthur franziu a testa e tentou levantar a mãe.
Alana também estendeu a mão para ajudar.
Dona Helena:
— Arthur, a culpa foi minha. Se eu não tivesse te drogado por ver a vontade da avó de ter bisnetos, você e Alana não teriam chegado a esse ponto. Depois, tive medo de que você me culpasse, que a avó me culpasse. Não tive coragem de dizer que fui eu, e não Alana. Deixei que a entendessem mal por tanto tempo, fiz vocês se desencontrarem. Foi tudo erro meu...
Arthur virou as costas e saiu, deixando apenas uma frase:
— Falaremos quando meus avós acordarem.
Isso foi dito para Dona Helena, mas também para Alana.
Se Dona Vitória acordasse, ela não deixaria Alana ser injustiçada, e isso tornaria o divórcio impossível.
O Sr. Ricardo ficaria do lado dela; se ele escutasse a esposa, também não concordaria com o divórcio.
Dona Helena viu uma esperança e tentou acalmar Alana:
— Fique tranquila. Quando a avó abrir os olhos, ela não vai ceder em relação àqueles acordos. Quando o próprio filho dela traiu a esposa, ela tirou o poder dele, o expulsou do país sem um centavo, e ele morreu num acidente de carro na estrada. Ela nunca se arrependeu.

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