Seus olhos até ficaram vermelhos e úmidos, embaçando gradualmente tudo à sua frente.
Não se sabe quanto tempo se passou, mas Alana viu Arthur pegar o telefone interno.
— Tragam todos os materiais dela para cá.
Ao desligar, Arthur olhou para Alana sem demonstrar nenhuma emoção: — De agora até o fim do projeto, você trabalha sob os meus olhos. Se continuar achando ruim, peça para o seu chefe Henrique vir falar comigo.
O escritório de Arthur era gigantesco. Havia espaço para se exercitar, praticar golfe e ter atividades de lazer. Acomodar Alana ali o faria parecer ainda maior.
Alana não queria aquilo. Ela ainda ia protestar.
Arthur a interrompeu com um tom de voz excepcionalmente ríspido:
— Mudar de sala não fere nenhuma cláusula do contrato.
— Se você não entende qual é o seu papel e o motivo que te trouxe até aqui, fazendo escândalo só por causa de uma sala de trabalho, então pegue suas coisas e saia dessa empresa agora mesmo.
— Quanto às multas de recisão, os advogados do Grupo Campos lidarão com a sua equipe. Como vão pagar e de onde vão tirar o dinheiro, não é problema meu.
— Saia!
A porta não estava trancada, e todos do lado de fora ouviram perfeitamente a maneira como Arthur a repreendeu.
As pessoas ao redor não conseguiram evitar os murmúrios.
— A Srta. Soares é namorada do Sr. Campos. Quando ele manda ela ceder a sala e ela ainda acha ruim a ponto de ir confrontá-lo, qualquer um de olhos fechados sabe que o Sr. Campos vai defender a namorada!
— O Sr. Campos dá à Srta. Soares tudo o que ela pede. Que dirá uma simples sala de trabalho. E ela, com quem acha que está competindo? De onde tirou tanta ousadia? Acha que a empresa é dela?


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