Camila foi a primeira a ver e cutucou Alana cuidadosamente com o cotovelo.
Alana seguiu o olhar dela e viu apenas que Arthur entrou, limpou as mãos e começou a lidar com os assuntos de trabalho.
Sobre ela ter jogado fora o celular que ele deu, ele não se manifestou, como se não tivesse visto.
No entanto, quando Alana tinha alguma dúvida ou precisava assinar algo e ia procurar Arthur.
Camila achava que Arthur iria implicar com Alana...
Mas ele não dificultou as coisas para ela.
Ele apontou os problemas de forma profissional, assinou o que devia ser assinado e até a lembrou de prestar atenção na otimização da nova modelagem, perguntando se havia pessoal suficiente.
A resposta de Alana também foi profissional: — É o suficiente. Depois de usarmos os recursos do Grupo Campos para montar a base, vamos enviar tudo para o Henrique, que fica encarregado de desenvolver o produto final. Ele vai ficar pronto até o fim deste mês.
Arthur abaixou os olhos, deu uma olhada no projeto que Alana entregou e disse como quem não quer nada: — O Henrique de vocês também fez parceria com o Grupo Cavalcante.
Não era uma pergunta, mas um tom de afirmação.
Alana hesitou por um momento: — Isso é assunto da empresa. Se o Sr. Campos quiser saber de algo, pode perguntar ao Henrique.
Depois que ela terminou de falar, pareceu ver Arthur sorrir levemente.
Ela já havia esquecido a força do tapa que deu no restaurante francês, mas agora ainda havia um rastro de sangue no maxilar dele.
— Você vai ficar para fazer hora extra hoje à noite. — Arthur se levantou, apertou o botão da mesa para chamar o Tiago Silva e deu a ordem: — Daqui a cinco minutos, quero toda a equipe do setor técnico na sala de reuniões número três. Depois ele olhou diretamente para Alana e completou: — Só você.

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