Naquele momento, Arthur ficou em pé diante de Alana, sem falar por muito tempo.
Alana apenas o observava com olhar vazio e escutou ele dizer: — Não fique triste. Não chore... Alana, não chore...
O desespero no sonho a consumia. Alana, de repente, deu uma risada.
Ela não sabia quanto tempo havia se passado. Escutou uma voz familiar e, quando ouviu chamarem pelo seu nome, abriu os olhos.
A primeira coisa que ela viu foi o rosto sério de Arthur.
Sem ainda ter percebido o que estava acontecendo, ouviu Arthur dizer: — Você estava chorando o tempo todo.
Alana se levantou e notou que o travesseiro estava encharcado.
Ela ainda não tinha saído do desespero do sonho. Arthur perguntou: — O que você sonhou?
Alana permaneceu calada e Arthur não se retirou; continuou ali, aguardando que ela se acalmasse.
Depois de um bom tempo, Alana ergueu a cabeça e olhou para Arthur: — Sr. Campos, vamos conversar sobre o nosso casamento.
Arthur encarou Alana. Ele fez alguns segundos de silêncio e disse: — Tudo bem. Mas não nos próximos dias. Estou sem tempo.
Alana percebeu então que ele ainda nutria o desejo de se divorciar.
Como ele tinha a intenção, estava ótimo: — Vamos preparar os papéis do divórcio novos?
Arthur balançou a cabeça e a sua voz foi calma: — Sim. Também é necessário estabelecer os limites com a Sra. Campos, para que não aconteça de novo o que houve antes.
Alana pôde compreender essa parte.
No entanto: — Não precisamos de novos papéis. Não quero nada, posso sair com as mãos vazias. Fique tranquilo, assinarei um documento e uma garantia atestando que eu abri mão de tudo por conta própria e que não tem nada a ver com você. Depois de nos divorciarmos, não vou te perseguir. Também posso assinar um documento me comprometendo a nunca te incomodar; se te vir no futuro, sairei do caminho e evito aparecer onde você estiver.

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