Camila ia começar a discutir de novo, mas Alana levantou a mão para interrompê-la e disse: — Se ela é amante ou não, basta que a Srta. Soares saiba. Quanto a ser difamação ou se precisa de provas, não cabe a mim dizer. Ligue para a família Campos, para Dona Vitória, e peça que elas apareçam para apoiar a Srta. Soares. Será mais convincente.
Obrigarem a ela, a esposa que sofreu por causa da amante, provar que essa mulher não era uma amante?
Só alguém tão tolo e mal-intencionado quanto a Beatriz seria capaz de uma coisa dessas!
O rosto de Beatriz mudou.
Se o caso chegasse até a Dona Vitória, como ficaria?
Isabella olhou friamente para Alana.
O que ela mais temia agora era que a Dona Vitória usasse a própria vida para ameaçar Arthur a terminar com ela!
As palavras de Alana eram claramente um aviso. Se ela causasse mais confusão, iria procurar Dona Vitória.
Mas o fato de Camila agir assim com certeza era porque Alana havia plantado discórdia. Caso contrário, como Camila, que a admirava tanto antes, a desrespeitaria de forma tão repentina hoje?
Nesse momento, alguém gritou: — Sr. Campos!
— Arthur? — Isabella virou a cabeça e também viu Arthur. Com uma expressão séria, caminhou firmemente em direção a ele. — Desculpe, você se ausentou por um instante e a empresa ficou nessa confusão. Eu normalmente só me dedico à pesquisa, minha capacidade de gestão ainda é insuficiente.
Alana virou a cabeça instintivamente e viu Arthur, em uma postura protetora, se adiantar e colocar Isabella atrás de si.
A frase que ele disse à Dona Vitória no hospital surgiu de novo nos ouvidos de Alana.

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