— Não entre! Saia!
— Não se mexa mais. — Arthur se aproximou sem olhar muito para ela.
Ao se preparar para pegá-la, ele estendeu a mão para baixo, arrumou as roupas dela e a pegou no colo.
Alana abriu a boca instintivamente para dizer algo, mas ouviu uma voz no comunicador:
— Sr. Campos?
Arthur suspirou:
— Chame o pessoal da ortopedia também. Ela escorregou agora pouco e apoiou a mão no chão. Diagnóstico preliminar: luxação ou fratura no pulso.
Quando o médico entrou, Henrique também veio junto e viu Arthur colocando Alana na cama.
Ele correu, preocupado:
— Não consegue ficar de pé? Onde está doendo? Me fala!
Alana franziu a testa e olhou para Henrique:
— Eu...
— Examinem primeiro — disse Arthur friamente.
Henrique virou a cabeça e viu que Arthur tinha saído.
Assim que abriu a boca, ouviu o médico dizer:
— Foi uma luxação, um ferimento leve. Sente dor em mais algum lugar?
Alana balançou a cabeça:
— Não.
— Tem que falar a verdade para o médico. — Henrique se aproximou e tocou no braço de Alana: — Não precisa ter medo de me preocupar, é só falar a verdade. Eu já sei de tudo.
Alana olhou para a preocupação nos olhos de Henrique e disse:
— Estou bem mesmo. Ontem o Dante me empurrou na água, me deu um tapa e puxou meu cabelo. Mas eu segui o seu conselho, não engoli o desaforo. Eu também dei um tapa nele e o puxei para a água. Depois ele subiu, tentou me forçar a assinar o acordo de demissão e quis me afundar na água para me ameaçar. Eu nadei para o lado e desviei dele. Depois...
Depois Arthur chegou.
Henrique franziu a testa, com uma expressão estranha:
— Sério? Ele não te bateu? Não te machucou?
— Não — disse Alana, dizendo a verdade.
— Não mesmo. E não deu tempo, foi tudo muito rápido.

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