O Sr. Ricardo continuava não gostando de Alana, mas o que estava feito estava feito, e a sua esposa gostava tanto dela. Deixa para lá...
Que família não tem alguns jovens que os mais velhos não gostam?
Deixa para lá.
Por isso, ele também concordou com a Dona Helena:
— É, escolha bem, encontre alguém para a Alana. Eu acho o Henrique Valente muito bom. Marque um dia para convidá-lo para jantar em casa!
A Dona Helena Campos também gostava muito de Henrique como 'genro'. Ele era capaz, corajoso, sensato e de boa família. Ela não pôde deixar de olhar para Arthur.
Ao ouvir isso, Arthur apenas deu um sorriso de canto e perguntou a Alana:
— O que você acha?
Antes que Alana pudesse falar, a Dona Helena disse:
— Alana, não se preocupe se quer ou não, apenas observe. Você tem o direito de escolher, e nós vamos te apoiar. Deixe o seu 'bom irmão' se preocupar com isso também, vamos ver a sinceridade dele como irmão!
As palavras dela estavam carregadas de ironia.
— Farei o que a Vovó mandar. — Alana não recusou.
Nesse tipo de assunto, ela seguia a vontade dos mais velhos.
Isso também estava estipulado no acordo que ela assinou antes do reconhecimento.
A menos que houvesse circunstâncias especiais, ela deveria obedecer e confortar a Dona Helena.
A Dona Helena ficou um pouco triste ao ver Alana concordar tão prontamente.
Isso significava que ela não tinha mais nenhum apego a Arthur, nenhum apego àquele casamento.
Terminar assim era realmente...
— Ouviu bem? Fique de olho para a Alana. Mais tarde, chame o Henrique para ir lá em casa, eu quero conversar com ele. — A Dona Helena olhou para Arthur.
Arthur abaixou os olhos e colocou comida na tigela de Alana, sem demonstrar nenhuma emoção extra no rosto.
Ao ouvir isso, ele assentiu:
— Tudo bem.
E acrescentou de repente:
— O Henrique realmente é um bom partido.
Alana olhou para ele.
Arthur empurrou uma tigela de sopa de cogumelos, que já estava numa temperatura agradável, para a frente dela e não disse mais nada.

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