O Sr. Ricardo assentiu: — Alana, vá para o lado do Arthur. Não se preocupe, a família toda está aqui.
Dona Helena levantou-se imediatamente, segurou o pulso de Alana e a levou diretamente até Arthur, fazendo-a sentar-se ao lado dele.
O Sr. Valmir e a Sra. Valadão, ao verem isso, trocaram um sorriso que não chegava aos olhos.
A voz da Sra. Valadão era suave: — Eu gostei muito da Alana. Fico aliviada em ver que ela não está tão mal quanto o relatório médico dizia. Ouvi dizer que a Alana é assistente do Sr. Valente na Valente Tech? Então, Alana, escreva sua carta de demissão hoje à noite e entregue amanhã para o Sr. Valente. A partir de amanhã, você vai para o Hospital Campos cuidar do Dante. Claro, não podemos deixar você fazer isso sem um título oficial. Antes disso, vamos registrar o casamento para que você e o Dante se casem. Não é, Valmir?
O Sr. Valmir também avaliou Alana e assentiu: — Sim, a Alana parece ter sorte. Não será difícil dar herdeiros para o Grupo Valadão. Já existem muitos casos onde o homem fica em estado vegetativo e mesmo assim a mulher consegue engravidar dele.
As palavras eram cheias de ofensas.
Alana, no entanto, manteve uma expressão sempre indiferente, como se estivesse completamente alheia à situação.
Com a chegada de Arthur, Dona Vitória e o Sr. Ricardo não demonstravam mais nenhuma emoção no rosto. Até pegaram suas xícaras de chá, dando um gole sorrindo, como se estivessem assistindo a um espetáculo.
Mas Dona Helena já estava furiosa.
Não importava o que dissessem, Alana ainda era sua nora e, para os de fora, era um membro dos Campos.
Que status o Grupo Valadão tinha para ousar se equiparar a eles?
Eles eram dignos?
Quando ela estava prestes a falar, Arthur assentiu, sinalizando para o mordomo: — Sirva uma xícara de chá para os nossos dois convidados que vieram de longe.
E olhou para o Sr. Valmir e a Sra. Valadão: — Molhem a garganta e continuem falando.

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