— Sra. Valadão! — Alana falou, prestes a dizer algo.
Dona Vitória e o Sr. Ricardo a chamaram em uníssono: — Alana!
Alana virou a cabeça para olhar.
Dona Vitória não disse nada, mas o Sr. Ricardo falou: — Esse assunto não tem nada a ver com você, não precisa falar, muito menos se justificar. Se achar que não consegue ficar parada, vá para a cozinha comer alguma coisa. Se não quiser ir, sente-se em silêncio e assista ao espetáculo.
Dona Vitória olhou para Alana e assentiu.
Alana fixou o olhar e ouviu a Sra. Valadão não conseguir mais se conter:
— Como não tem nada a ver com ela? Meu filho Dante ficou daquele jeito, deitado numa cama de hospital. Ele caiu sozinho? Quando ele encontrou a Alana, foi no primeiro andar. Sr. Campos, me diga, como ele acabou sofrendo uma queda de um lugar alto, quase quebrando todos os ossos?
— O médico que levamos o examinou e disse que seus órgãos internos estão quase todos destruídos, com marcas de espancamento severo. Além disso, ele nada muito bem, como pode haver risco de morte cerebral por afogamento? O médico que levamos disse que alguém forçou a cabeça dele na água, tentando afogálo de propósito sem matálo, torturandoo pouco a pouco para deixálo aterrorizado!
Alana olhou para a Sra. Valadão, que tremia de raiva.
O que a Sra. Valadão disse era muito mais grave e detalhado do que o que Henrique havia contado.
Além disso, Dante estava no Hospital Campos. O pessoal do hospital poderia ter impedido a entrada dos médicos que eles trouxeram, mas não o fizeram. Eles permitiram que o pessoal do Grupo Valadão entrasse e até deixaram que examinassem Dante abertamente...
Por trás disso, com certeza estava... Alana olhou para Arthur ao seu lado —
Ele havia autorizado.

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