— Como o Arthur pôde largar você sozinha num lugar daqueles, debaixo de chuva! Você está grávida, ele não teve medo que você encontrasse bandidos? Se eu não passasse lá por acaso, o que você faria hoje?
Henrique esmagou o copo que tinha na mão de tanta raiva. O temperamento refinado e nobre que trazia desde o nascimento simplesmente desapareceu.
— Só porque a pesquisa da Isabella recebeu uma leve contestação e ela ficou magoada com a investigação, isso virou o assunto mais importante de todo o mundo pra ele?
Alana trocou de roupa. Seu corpo ainda tremia de leve.
Ela tinha ficado completamente encharcada. Tentou se abrigar da chuva, mas o dono do estabelecimento não a deixou entrar, e ela se molhou toda.
Agora que tinha terminado de tomar a sopa de gengibre, sentia-se um pouco melhor.
Ouvindo Henrique contar o motivo de Arthur deixá-la para trás, Alana não expressou nenhuma tristeza particular ou oscilação emocional.
Apenas perguntou a Henrique: — Já está quase na hora do leilão, não é?
Henrique observou Alana sendo humilhada daquele jeito e achou que a situação era inaceitável.
De fato, os advogados na mão de Arthur eram os melhores, e o governo até pedira apoio legal a ele.
Mas isso não significava que Alana precisasse continuar daquele jeito. Se houver alguma forma de mudar essa situação, eu farei tudo.
Henrique checou o horário e, lembrando de algo, disse: — Dê uma arrumada em si mesma, vou te esperar lá embaixo.
O leilão desta vez não era nada comum. Havia uma enormidade de figurões presentes. Mesmo que o horário do leilão tivesse sido antecipado, muitos grandes nomes da indústria internacional, professores e acadêmicos, nenhum deles chegou atrasado.
Porque cada vaga ali era extremamente preciosa.
Alana não se atreveu a enrolar. Arrumou suas coisas e desceu as escadas correndo.
Mas nunca esperou que, assim que chegasse lá embaixo, veria Isabella abraçada ao braço de Arthur, entrando num carro.
Ao virar o rosto de perfil, ela sorriu para Arthur. O sorriso era muito doce.


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