Quando Alana saiu, ouviu os xingamentos desagradáveis de Beatriz.
Ela inevitavelmente iria reclamar com Arthur.
No passado, porque queria reverter a má impressão que Arthur tinha dela, por mais que Beatriz e Dona Helena a maltratassem e a xingassem pelas costas, ela não diria uma palavra.
Ela até mesmo agiria de forma submissa para agradá-las.
Mas agora isso era impossível!
Só que amar Arthur por cinco anos não era algo que pudesse ser completamente esquecido de uma hora para a outra.
Ela choraria e ficaria triste, mas não iria amar de novo.
Chegando ao local combinado com Henrique, Alana imediatamente o viu olhando com frequência para a porta.
Ela acenou para ele, e, incrivelmente, ele não a notou.
— Henrique. — Alana caminhou diretamente até ele e o chamou.
Henrique retirou o olhar e o pousou em Alana, que vestia um casaco preto de plumas à sua frente.
Ele tentou reconhecê-la cuidadosamente por um momento, parecendo não conseguir acreditar; ficou pasmo por um tempo antes de reagir: — Você é... Alana?
Alana riu de si mesma, olhando para o reflexo no vidro da janela, que mostrava o seu corpo inchado e rosto abatido e amarelado. Em seu rosto, havia manchas da gravidez assustadoramente numerosas.
Não era à toa que Henrique não a tinha reconhecido.
Com aquele visual cansado e inchado, ninguém acreditaria que ela era a aluna mais bonita da faculdade quando era jovem.
— Sou eu, Henrique, sou a Alana.
Henrique ficou bastante surpreso. Naquela época, Alana era cheia de energia e entusiasmo.
Em apenas três anos sem se verem, Alana tinha se torturado até ficar naquele estado.
Parecia mesmo uma senhora velha e amargurada, uma dona de casa descuidada.
Mas, logo em seguida, o que sentiu foi pena.
Ele quis aconselhá-la a deixar Arthur e a voltar para a empresa que tinham fundado juntos como cofundadora, mas as palavras engasgaram e ele as engoliu.
Com o amor de Alana por Arthur, ela tinha se submetido a isso, como poderia deixá-lo tão facilmente?
Sem contar que, agora, ela ainda carregava o filho de Arthur.

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