Alana pensou que Arthur estivesse apenas falando da boca para fora, mas naquela mesma noite, ele a levou pessoalmente ao shopping para escolher roupas.
Ao mesmo tempo, ele também enviou profissionais da aula para gestantes ao Solar dos Campos.
Após voltar com as roupas que haviam comprado, Alana viu as Especialistas em Maternidade uniformizadas que a matriarca estava selecionando.
Arthur até mesmo parecia um marido dedicado e um futuro pai ansioso para o nascimento do filho, fazendo perguntas difíceis às Especialistas em Maternidade enquanto elas se apresentavam para a matriarca.
Aquelas especialistas responderam e sorriram para Alana: — A senhora tem muita sorte, o Sr. Campos se preocupa bastante com você.
Alana apenas sorriu.
Ela não se deixaria enganar por esses gestos bonitos, sabendo muito bem que Arthur não sentia nada por ela de verdade.
Toda aquela atenção só era uma encenação para a avó da família Campos ver e ficar satisfeita.
Além disso, Arthur estava apenas se preparando para o bebê que ele e Isabella iriam ter.
Alana olhou por um instante e encontrou uma desculpa para subir.
Chegando lá, após o banho, ela ligou o computador, preparando-se para cuidar do trabalho.
Neste exato momento, a porta foi aberta.
Arthur entrou, e logo atrás dele, uma Especialista em Maternidade o seguia.
Antes que pudesse processar o que estava acontecendo, Alana ouviu Arthur ordenar: — Deite-se na cama.
Ela hesitou, mas ao encontrar o olhar dele, não disse nada e se virou, indo deitar-se na cama.
A especialista aproximou-se: — Senhora, você está com quatro meses agora. É bom não ter enjoos matinais, mas mais tarde há algumas grávidas que podem ficar inchadas. Além do mais, agora você deve começar a usar o óleo antiestrias, para não ficar com elas.
Então, ela entregou um vidro de óleo de gravidez a Arthur.
Ao perceber o que ia acontecer, Alana sentou-se rapidamente: — Não precisa, eu mesma passo.
Afinal, o bebê nem sequer existia mais. Qual o sentido daquilo?
A especialista recuou, confusa, e olhou para Arthur.
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