Nelson, no entanto, me defendeu com dignidade e firmeza.
Uma rajada de vento soprou e, rapidamente, abaixei a cabeça, sem querer que ninguém percebesse o leve rubor em meus olhos.
Nelson me levou dali.
Não nos importamos com a expressão de Gregorio, mas pude sentir um olhar frio e sombrio fixo em minhas costas por um longo tempo.
Deixe pra lá.
Se quiser olhar, que olhe!
Raramente eu queria ser teimosa dessa forma: ele me humilhou com palavras, e por causa das nossas posições, eu não podia retrucar, mas podia ir embora.
Nelson me acompanhou até a porta do quarto, e ficou parado ali, hesitando em dizer algo. Eu sabia que ele queria me consolar, mas, na verdade, eu não estava nada mal.
Sorri levemente. "Pode ir descansar."
Nelson assentiu com a cabeça. "Está bem."
Entrei no quarto e logo percebi uma poça d’água no chão, cuja origem vinha do banheiro. Fui verificar e descobri que o cano havia vazado.
Se continuasse assim, logo a água invadiria o quarto inteiro.
Não tive escolha a não ser sair para resolver, e acabei esbarrando com Nelson.
"Você ainda está aqui?"
Nelson respondeu: "Vi que você entrou sem fechar a porta, imaginei que algo tivesse acontecido. Resolvi esperar um pouco na porta para ver."
"O cano do meu banheiro estourou, vou avisar a recepção para trocar de quarto."
"Tudo bem."
Infelizmente, quando chegamos à recepção, soubemos que todos os quartos da pousada já estavam reservados, e não seria possível trocar. O máximo que podiam fazer era mandar alguém para consertar.
Só que isso levaria tempo, pois precisavam buscar um cano novo.
Olhei as horas.
Já passava das nove da noite, e o conserto provavelmente só terminaria por volta das onze.
Mas eu já estava ficando com sono.
Nelson ficou ao meu lado o tempo todo. "Por que não trocamos de quarto?"

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