"Não vai dar, acho que não vou ter tempo."
Lidia ficou um pouco desapontada. "Mas eu queria tanto que você fosse… Dona Duarte e Nelson combinam tanto! Se vocês participarem da nossa festa, com certeza vão ser o casal mais bonito da noite."
Puxei um pouco o canto da boca.
"Não mais bonitos que você e o Diretor Marques."
"Dona Duarte…"
Ela ficou tão envergonhada que seu rosto se tingiu de vermelho.
Abaixe a cabeça e me preparei para retomar o trabalho, mas não ouvi mais nada, nem passos.
Quando ergui o olhar, vi Lidia com os olhos marejados me encarando.
Ao ver aquela expressão tão conhecida, senti imediatamente uma dor de cabeça se formando.
"O que houve?"
"Dona Duarte, eu gosto muito de você, sabia?"
"…Uhum."
Embora eu realmente não conseguisse ver de onde vinha essa afeição, desde que ela chegou perto de mim, só repetia uma coisa.
Me dava trabalho.
Mas, ao olhar para aqueles olhos tão inocentes e sinceros, não conseguia dizer nada.
"Eu queria muito que você fosse comigo, queria que você testemunhasse minha felicidade… e também quero ver você feliz!"
Enquanto falava, ela abaixou a cabeça.
Vi uma lágrima cristalina cair no chão.
Minha cabeça latejou na hora.
Por tudo que é mais sagrado, eu realmente não queria testemunhar a felicidade deles!
No entanto, diante daquela Lidia, não consegui recusar. Silenciosamente, estendi um lenço de papel.
"Não chora."
Ela levantou o rosto, surpresa, olhando para mim com um toque de esperança.
"Você… aceitou?"
Assenti com a cabeça.
Ela imediatamente deu um gritinho de alegria e saiu correndo.
Depois fui conversar com Nelson sobre isso, e ele concordou sem hesitar.
Só me olhou com um certo desânimo e disse:
"Na verdade, você foi meio que forçada a aceitar, né?"
"Como você sabe?"

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