— Sebastian está voltando?
Sasha, grávida de oito meses, dobrava no berçário os recém-comprados macacões quando ouviu a conversa das empregadas. ‘Ele está voltando? É por que a data do parto está próxima?’ Seu coração explodia de alegria, até as suas mãos tremiam.
Embora Sebastian fosse o pai do bebê, ela só o encontrou uma vez na noite de núpcias. Ele nunca mais apareceu depois disso. Com os olhos lacrimejando, ela acariciou a sua barriga de grávida.
— Oh, meu bebê, sei que seu pai não gosta de mim, mas vai ficar tudo bem. Ficarei feliz se ao menos ele estiver aqui para presenciar o seu nascimento.
Um sorriso de alegria e prazer iluminou seu rosto.
Dois dias mais tarde, Sebastian finalmente estava de volta, depois de ter desaparecido por dez meses. Quando Sasha ouviu a notícia, segurou a sua barriga enquanto saía em passos vagarosos do seu quarto para o encontrar.
Ao olhar para baixo do topo da escada, seu rosto ficou pálido. Além do homem de quem sentia tanta saudade, ela viu uma mulher ao lado dele na sala de estar.
— Sebastian, pedi que voltasse para cuidar da Sasha. Por que você trouxe essa mulher junto?
— Você não sabe o porquê? Já disse que não quero ter nada a ver com esse casamento. A mulher com quem quero me casar é Xandra, que está ao meu lado nesse instante.
Vestindo seu casaco preto, o rosto escultural de Sebastian tinha uma expressão gélida. O homem exalava uma aura fria ao olhar fixamente para o pai. Frederick ficou furioso com as palavras de seu filho.
— Não sabe que a data de parto da Sasha está chegando? Ela está grávida de um filho seu! Como se atreve dizer algo assim!
— Humf — bufou, — O bebê? Ela não estaria grávida se você não tivesse batizado a minha bebida no casamento. Sabe do que mais? Esse bebê não merece vir a este mundo!
A sala de estar ficou em completo silêncio.
De pé ao lado da escada, Sasha sentiu uma forte dor no peito, as palavras dele perfuraram seu coração, deixando-o em pedacinhos. Naquele instante, sua visão apagou e os ruídos ficaram abafados... ‘Como ele podia dizer algo assim! Meu bebê... Meu bebê é indesejado...’
Logo sentiu-se tonta e com vertigens.
— Oh, não! Minha Senhora! Minha Senhora, você está sangrando!
— O quê?
Naquele instante, os gritos da empregada ressoaram pela Residência Hayes.
Imediatamente, Pai e filho, que viviam um impasse, olharam para acima e avistaram Sasha grávida ao lado da escada.
Sangue escorria por suas pernas por baixo de sua saia até os degraus da escada.
A expressão de Sebastian mudou ao ver aquela cena horrível.
Encarando Sasha disse:
— Que grande amor é esse, Sebastian Hayes! Construindo sua felicidade sobre a dor e morte do seu bebê. Eu me pergunto se ficará em paz consigo mesmo pelo resto de sua vida.
Atordoado, Sebastian percebeu que esta era a primeira vez que ela falava com ele desde a noite de núpcias.
Xandra estremeceu diante da raiva dele, não ousou dizer uma única palavra. Sasha Wand, sua vaca! Espero que você e seu bebê morram! Não volte nunca mais!
Enquanto isso, no hospital.
‘Minha pobre nora e os trigêmeos... Agora só temos um deles?’
Foi um golpe devastador para Frederick. Como resultado, ele desmaiou enquanto apertava o peito.
— Ah, não! Sr. Hayes!
Nesse meio tempo, Sebastian deixou a Residência Hayes com Xandra. Estavam indo para o apartamento dele na cidade.
No momento em que recebeu a notícia, não pôde deixar de pressionar o volante.
— Ela morreu?
Luke Scott, seu assistente, respondeu:
— Sim. Ouvi dizer que ela sempre esteve em condições péssimas. Morreu devido enorme perda de sangue, mas o médico conseguiu salvar um dos trigêmeos. É um menino, e o Sr. Hayes, o trouxe para casa.
Para provar suas palavras, Luke enviou a Sebastian uma foto de Sasha e os corpos dos dois bebês cobertos por um lençol branco.
As suas pupilas se contraíram ao ver a foto.
SKRR!
Ele pisou nos freios, levando o carro a uma parada abrupta no meio da rua.

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