Assim que falei, os dois se entreolharam e então, Joseph soltou uma gargalhada falsa.
—Vamos ao que interessa! – Disse David, batendo no ombro de Joseph o alertando.
—Eu trouxe o café! – Falei simplista, levando a bandeja, colocando-a sobre a mesa. —Senhores, fiquem a vontade. Qualquer coisa, estou a disposição.
—Obrigado senhorita Carter. – Disse David antes de me ver sair pela porta.
Eu os olhei de relance através dos vidros e caminhei até a minha mesa.
Naquele instante, minha cabeça mente começou a ficar inquieta.
David estudou na mesma faculdade; o que explica ele conhecer os mesmos professores que eu. Ele também é alérgico a manga, assim como Charlie.
—Será que...- Perguntei resmungando como um pensamento alto. —Não, impossível.
Soltei um riso e foi então que tive uma ideia absurda.
Peguei meu celular e disquei um número.
Ele chamou; uma vez, duas vezes, três vezes e quando eu já estava pensando em desistir, a voz rouca e cansada, soou do outro lado da ligação.
—Quem fala? – Perguntou o senhor Grayson, meu ex-professor de finanças e economia.
—Senhor Grayson? Desculpa te atrapalhar. É a Ellie. Ellie Carter! – Falei ouvindo uma tossida do outro lado da linha.
—Ellie, minha querida. Há quanto tempo não nos falamos? Em que posso ajudá-la? – Perguntou ele, com um timbre gentil.
—Eu queria muito vê-lo. Tirar algumas dúvidas sobre uma matéria pela qual estou precisando de auxílio no trabalho hoje. Será que poderia me receber? – Perguntei deixando minha voz sair baia e trêmula.
Enquanto eu aguardava a resposta dele, meus olhos foram para a sala de reuniões, onde vi David se levantar e apertar a mão dos dois homens que o acompanhava.
E então, ouvi mais uma tosse.
—Claro, Ellie. Fico feliz em poder te ajudar. Será que pode vir em duas horas? – Perguntou ele me fazendo sorrir.
Olhei para o relógio e voltei a atenção para a ligação.
—Claro professor. Muito obrigada. Nos vemos daqui a pouco então. – Desliguei a ligação rapidamente, me levantando da mesa, indo até a sala de reuniões.
Joseph e Raphael saíam de lá com um sorriso nos lábios e então, Joseph me estendeu a mão.
—Senhorita Carter, foi um prazer revê-la. – Disse ele, voltando o olhar para David. —Não faz muitos dias que voltei a cidade. Que tal uma bebida?

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