Acordei com a cabeça explodindo, como se estivesse levando marteladas. Abri os olhos com dificuldade, com a vista toda embaçada e a mente uma confusão só. Sentei na cama e apertei as têmporas, tentando lembrar o que tinha acontecido na noite anterior.
A última coisa nítida era a briga feia com o meu avô pelo telefone. O velho continuava com a mesma obsessão de que eu precisava casar de novo e dar um herdeiro para a família. Depois disso... lembro de ir para o bar do hotel. E de começar a sentir um calor infernal nas veias.
Olhei para o lado e travei. Tinha uma mancha de sangue bem visível no lençol branco.
Franzi o cenho, sem entender. Olhei para o chão e vi um pedaço de pano bem do lado da cama. Peguei o tecido fino com os dedos: era uma calcinha vermelha, minúscula e toda rasgada.
Eu não passei a noite sozinho. E o sangue só significava uma coisa: ela era virgem.
Aquela queimação bizarra da noite passada, a falta de controle total e o fato de eu não lembrar de quase nada... Juntei as peças na hora. Fui drogado. Alguém colocou alguma coisa na minha bebida lá no bar. E acabei na cama com uma desconhecida e, pelo que tudo indicava, virgem, que sofreu as consequências do meu descontrole. Senti um aperto no peito só de pensar que posso ter sido violento demais com ela.
Levantei da cama de um salto, ignorando a tontura. Tomei um banho rápido para despertar e peguei o celular, ligando direto para o meu chefe de segurança.
— Quero as gravações das câmeras do corredor da minha suíte de ontem à noite até hoje cedo — ordenei, com a voz firme.
— Agora.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu chefe arrogante é o pai do meu filho