Naquele banheiro tomado pelo vapor, havia uma tensão impossível de ignorar.
O corpo dele se aqueceu por inteiro.
Ao notar o olhar ardente de Nelson, o coração de Franciele se apertou.
— Sr. Sampaio... eu já vou indo...
Ela tentou sair da banheira logo depois de falar.
Mas Nelson foi mais rápido.
Puxou-a para os braços e sussurrou com voz rouca perto do ouvido dela:
— Não acha que é um pouco tarde para tentar fugir agora?
Uma sensação de perigo pairava no ar.
Franciele sentiu um pânico sem precedentes.
— Me solte!
Ela tentou empurrá-lo com todas as forças.
No entanto, Nelson segurou sua cintura com firmeza, prensando-a contra a borda da banheira.
— Você não sabe que, quanto mais uma mulher se debate nos braços de um homem, mais atiça o instinto de conquista dele?
O olhar dele parecia prestes a incendiá-la.
A respiração quente batia diretamente em seu rosto.
Franciele já percebia o nível do perigo.
— Você... não faça nenhuma besteira...
Ela o encarou com os olhos cheios de cautela, tentando adverti-lo.
— Isso é fazer besteira?
Um sorriso enviesado apareceu nos lábios de Nelson enquanto sua mão avançava em direção a ela.
— E se eu fizer assim?
Franciele estremeceu dos pés à cabeça.
A mão dele realmente ousou tocá-la.
Canalha.
Sua mente ficou em branco por um instante.
Sem pensar, ergueu a mão e deu um tapa sonoro no rosto dele.
O estalo ecoou com clareza.
Nelson congelou, claramente atordoado.
Franciele olhou para a própria mão formigando de dor, incrédula.
Meu Deus, ela tinha mesmo esbofeteado o chefe?
Estava morta.
Pânico e arrependimento tomaram conta dos olhos dela.
— Você tem coragem de me bater?
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