Franciele correu para a delegacia.
Ao chegar, viu que tanto Givaldo quanto Franklin estavam com o rosto machucado.
— O que aconteceu?
Ela se aproximou de Givaldo com pressa.
Estendeu a mão para ajudá-lo a levantar.
Mas ele a empurrou com repulsa.
— Não se meta!
Um traço de irritação passou pelos olhos de Franciele.
Por acaso ele achava que ela estava ali preocupada com ele?
Só viera porque, no papel, ainda era sua esposa.
Ela queria se divorciar o mais rápido possível e precisava da colaboração dele.
Não queria criar conflito justo agora, por isso fora à delegacia no meio da noite para tirá-lo dali.
E aquilo era o que recebia em troca.
Givaldo nem sequer olhou para ela.
Ao lado, Franklin, que acabara de depor, não conseguiu ficar calado:
— Givaldo, que atitude é essa? Sua esposa vem, de boa vontade, pagar sua fiança, e você age feito um idiota.
Givaldo cerrou os punhos, e a hostilidade emanava dele sem disfarce.
— Ela é minha mulher. Não pedi a sua opinião!
Ele virou-se abruptamente e avançou contra Franklin de novo, agarrando-o pelo colarinho.
— Se você tem tanta energia sobrando, devia ir para casa cuidar da Eliana!
Franklin soltou uma risada debochada.
— Se eu vou ou não para casa, se cuido ou não da Eliana, desde quando isso é da conta de um estranho como você?
— Seu...!
Com os olhos cheios de raiva, Givaldo ergueu o punho, pronto para socá-lo de novo.
Vendo aquilo, Franciele correu para intervir.
— Givaldo, você enlouqueceu? Estamos na delegacia!
Ele já tinha sido detido por bater em Franklin. Queria arrumar mais problema e dormir ali?
— Cai fora!
Givaldo a empurrou com violência.
Pega de surpresa, Franciele caiu no chão.
Os olhos de Givaldo vacilaram por um instante.
Pareceu querer ajudá-la, mas Franklin foi mais rápido.
— Você se machucou?

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