Givaldo a chamou pelas costas:
— Sobre o que aconteceu hoje, não deixe que ninguém da família Duarte ou da família Cordeiro saiba.
Se a família Duarte descobrisse, isso seria ruim para Eliana.
Se a família Cordeiro soubesse, seria ruim para ele.
Mesmo tentando se proteger, ele ainda não se esquecia de proteger Eliana.
Que romantismo patético.
Franciele pensou com desdém.
Mas não se opôs.
— Uhum, eu sei.
Ela seguia a lógica de que evitar problemas era sempre o melhor caminho.
Não tinha o menor interesse em espalhar fofoca.
Além disso, já tinha rompido com a família Duarte.
E, quanto à família Cordeiro, assim que ele assinasse os papéis do divórcio, aquilo também deixaria de ser problema seu.
Givaldo a encarou sem piscar:
— Está brava?
A expressão de Franciele permaneceu neutra:
— Não.
Ao ver que ela parecia realmente indiferente, Givaldo se tranquilizou.
— Então vamos, eu te levo para casa.
— Não precisa. Eu vim dirigindo meu próprio carro.
Franciele recusou friamente.
Dito isso, destravou o veículo com a chave.
Caminhou até ele, abriu a porta do motorista e entrou.
Não deu qualquer sinal de que o convidaria para ir junto.
Sem saber bem por quê, Givaldo sentiu uma pontada de decepção no peito.
Depois de ligar o motor, Franciele parou o carro à frente dele.
Um brilho rápido de expectativa passou pelos olhos dele.
Sabia que ela não o deixaria ali, sozinho.
Mas Franciele apenas o avisou:
— Não se esqueça de assinar logo os papéis do divórcio. Vamos marcar um horário para irmos ao cartório juntos.
Sem esperar a reação de Givaldo, pisou no acelerador e arrancou com o carro bem diante dele.


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