Franciele piscou, sem entender de imediato.
— Ajudar com o quê?
O olhar de Nelson queimava de intensidade.
— Resolve o meu problema primeiro.
Franciele ficou sem palavras.
— ...
Uma hora depois.
Ela correu para o banheiro.
Espremeu sabonete líquido nas mãos e esfregou com força até fazer bastante espuma.
Lavou as mãos cinco ou seis vezes seguidas.
Mesmo assim, continuava se sentindo estranha.
...
À tarde, Nelson a levou de volta ao clube privado onde haviam estado antes.
— Onde está a minha mãe? — perguntou Franciele, aflita.
— Ela deve estar por aqui — respondeu Nelson.
Franciele arregalou os olhos.
— Ainda aqui? Como isso é possível?
— Nunca ouviu dizer que o lugar mais perigoso também pode ser o mais seguro?
Nelson estreitou levemente os olhos.
— Pedi ao Diogo que verificasse as câmeras de segurança, e não encontramos nenhum registro de que ela tenha saído no dia do aniversário.
O coração de Franciele disparou.
Já fazia três dias desde o desaparecimento da mãe.
Será que ela passou esse tempo todo dentro daquele clube?
— Nelson, acabei de descobrir que a Eliana alugou uma sala VIP fixa aqui — disse Diogo, aproximando-se.
O olhar de Franciele caiu sobre o rosto dele.
Parecia familiar, mas ela não o conhecia.
— Este é o Diogo, meu amigo de infância. E este clube está no nome dele — apresentou Nelson, algo raro da parte dele.
Franciele rapidamente estendeu a mão com educação.
— Olá, Diogo. Muito prazer, e desculpe o incômodo.
— Que isso, imagina — Diogo sorriu abertamente e fez menção de apertar a mão dela.
Mas recebeu de Nelson um olhar fulminante de aviso.
— Não precisa apertar a mão dele.
Nelson segurou a mão de Franciele e a entrelaçou com a sua.
Marcando território.
Ao ver a atitude dele, Diogo deu de ombros, sem graça.


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