Atrás do carro dela, havia um Maybach caro e elegante.
O motorista do carro já havia saído para checar. Vanessa esfregou o peito e saiu do carro. O homem foi muito educado, e sugeriu que deveriam tirar fotos primeiro e aguardar que a polícia resolvesse as coisas. Afinal, Vanessa havia entrado na faixa.
Vanessa checou a hora e franziu o cenho. Ela não tinha outra opção senão esperar ali na calçada, enquanto a ansiedade tomava conta de todo o seu corpo.
O olhar dela alcançou o assento traseiro do carro, e percebeu a silhueta de um homem muito familiar.
Ela nem quis se aprofundar naquilo. Apenas enviou uma mensagem para a sua assistente e pediu que ela cuidasse de tudo.
Enquanto lidava com os seus assuntos, um cheiro bom e natural invadiu o seu nariz. Depois, viu uma mão pálida aparecendo na frente de seus olhos, e a entregando um cartão de visita.
— Já faz um tempo, Srta. Campos.
Vanessa ficou surpresa e olhou para cima.
O motorista não estava mais lá.
O homem vestia um terno e as roupas estavam um pouco abertas. Tinha um olhar curioso e travesso. Possuía um rosto bem bonito e parecia educado e elegante.
Vanessa checou o cartão e parou por dois segundos. Finalmente, ela se lembrou de quem se tratava.
Matheus Ferraz. O único filho da poderosa Família Ferraz e atual CEO do Grupo Ferraz. Alguns anos antes, ela havia representado a Família Campos em um evento. Eles tinham se encontrado antes, e era difícil se esquecer disso.
O impasse é que as famílias Ferraz e Valente são rivais há anos, e Matheus nunca se deu bem com Arthur. E como a Família Campos se dava bem com a Família Valente, era mais do que óbvio que manteriam uma certa distância da Família Ferraz.
Ela nunca imaginou que o encontraria daquela forma.
Vanessa voltou à realidade, pegou o cartão e sorriu de forma educada: — Sinto muito, Sr. Ferraz.
— Eu que peço desculpas. Fui eu quem bateu, o que acabou te assustando, Srta. Campos.
Matheus apertou a mão de Vanessa antes de soltá-la: — Aceite pelo menos que eu pague um café para você, como pedido de desculpas.
Vanessa ia recusar, mas recebeu uma ligação da assistente. A mulher soava bem nervosa: — Vanessa, temos um problema! O paciente perdeu o controle das próprias emoções e está querendo se atirar do telhado! O Dr. Becker não está na clínica, o que fazemos?!
A feição de Vanessa mudou muito rápido: — Chama a polícia agora, libere o local! Eu tô indo!
Mas por se encontrarem próximos de uma área turística e estarem num viaduto, o tráfego continuava bloqueado e era impossível trocar de veículo.

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