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Minha Senhorita Coelhinha romance Capítulo 7

Por mais que eu não quisesse vê-lo e nem falar com ele, ainda precisava do meu celular, que estava dentro da minha mochila.

Estávamos no intervalo e, como sempre, sentei-me com Jasper, Lyn e Clarissa. Porém, eu estava completamente distraída, pensando em como abordar Hayden para pegar minhas coisas. Talvez, eu devesse deixá-las com ele.

No dia de hoje, ele ainda não havia feito nada. Apenas pude sentir seu olhar intenso, persistentemente fixo em mim durante as duas aulas que tivemos juntos.

Eu provavelmente devia ir falar com ele após a aula, quando houvesse outros alunos saindo. Não queria ficar sozinha com ele nunca mais. Ainda não consegui superar o que ele fez comigo.

De repente, o sinal tocou, e os alunos começaram a retornar, esvaziando o refeitório.

"Vejo vocês dois na sala", disse Clarissa, recolhendo suas coisas para acompanhar Lyn, que deu-me um pequeno sorriso antes de ir.

"Você tá tão quieta. Tá tudo bem?", perguntou Jasper. Agora, estávamos a sós.

"Claro que sim. Por que não estaria?"

Ele deu de ombros. "Sei lá. Vamos pra aula, então?"

Assenti e me levantei, pensando: 'Não posso ir falar com o Hayden agora. Terei que encontrá-lo mais tarde'.

A ideia de ficar sozinha com ele outra vez me assustava pra caramba...

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Antes de voltar à sala de aula, fui ao banheiro e abri a torneira para lavar as mãos.

De dentro de uma das cabines, ouvi um grupo de meninas conversando. "Ouvi dizer que a família dele tá envolvida com a máfia. Você não sabe nos dizer se é verdade, Brittany? Afinal, ele é seu namorado."

Aparentemente, elas estavam discutindo sobre Hayden.

"Isso não é da sua conta!"

"Por que tanta raiva?", indagou uma terceira garota.

Sem aguardar pela resposta, saí de lá. Tudo o que eu sabia era que os pais dele eram muito ricos. Nunca imaginei que eles pudessem ter uma ligação com a máfia.

Mas, no fim das contas, o que eu sabia sobre ele, exceto que ele me odeia e faz da minha vida um inferno? Esses rumores não eram da minha conta.

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Ao fim da última aula, encontrei-o do recostado à porta de seu carro, fumando um cigarro. Quando seu olhar caiu sobre mim, cambaleei, quase perdendo o equilíbrio. Mas, agora que já estava ali, não poderia desistir.

Assim que me aproximei, ele resmungou: "Tá fazendo o que aqui?".

Minhas pernas estavam bambas, e não pude deixar de gaguejar.

"E-Eu v-vim pegar m-minha mochila e minha b-bolsa... Esqueci no s-seu carro...", balbuciei sob seu olhar ardente, que percorreu meu rosto e, por fim, pousou em meus lábios.

"Por que tá gaguejando? Isso tudo é medo, coelhinha?" Enquanto falava, ele deu um passo à frente.

Assustada, recuei. "Por favor, só m-me dê minhas c-coisas..."

Em duas de suas passadas, a distância entre nós deixou de existir.

Tentei me virar, mas ele agarrou meu braço, jogou o cigarro no chão e o apagou com o pé.

"Por que você tem que ser tão patética? Sempre implorando, sempre se fazendo de coitadinha. Isso me dá nos nervos!", cuspiu ele, apertando meu braço com tanta força que tive certeza de que deixaria um hematoma.

Cometi um grande erro. Não deveria ter vindo até ele. Porém, ele parecia calmo momentos atrás...

Capítulo 7 1

Capítulo 7 2

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