Entrar Via

Mulher Estéril e Seus Sêxtuplos romance Capítulo 5

Quando Amy estava voltando para casa, ela pensou em como não havia dado aos filhos nenhum presente surpresa desde que chegaram à cidade. As crianças entendiam a situação financeira da família e nunca lhe pediam nada. Hoje, ela decidiu surpreendê-los. Quanto a Abe, ela não queria pensar nele. Já que o chefe não era o CEO, havia pouco que ele poderia fazer com ela. A mulher não tinha medo dele; muito pelo contrário, detestava-o por ser aquele tipo de homem.

Como ele podia conhecer alguém e, no mesmo dia, já demonstrar claros sinais de desejo por essa pessoa? Isso mostrava o quanto ele era irresponsável.

Amy parou no shopping e, assim que entrou, viu alguém dar um tapa na bochecha de um idoso.

"O que é isso?!" Exclamou ela. A mulher foi em direção à multidão de pessoas que se reuniu ali e passou no meio delas para chegar até onde o velho estava.

O homem corpulento que deu um tapa no idoso estava vestido de terno, mas havia outros homens de terno ali perto.

Amy o questionou: "Como você tem coragem de dar um tapa nesse senhor? Não tem nenhum respeito pelos mais velhos?"

As pessoas na multidão ficaram chocadas. Todas elas se entreolharam e sentiram medo; não por si mesmas, mas pela mulher que teve a audácia de enfrentar o homem de terno.

"E quem é você?", perguntou ele, olhando com desdém para Amy. "Sabe quem somos nós?"

"Eu não dou a mínima pra quem você é! Não é certo bater em um idoso. Você precisa pedir desculpas e compensar ele", insistiu a mulher.

"Ou o quê?", perguntou com raiva o homem de terno.

"Ou eu vou te bater de volta", respondeu Amy. Ela não se importava com as consequências, e estava pronta para defender esse senhor.

"Quero ver, então. Te garanto que, se fizer isso, não vai sair daqui viva", afirmou o homem, antes de levar um tapa que ecoou pelo shopping.

Todos ficaram em choque. Várias pessoas tiraram fotos, enquanto outras gravaram vídeos.

Ele bateria nela em público? Quem era esse cara? Ela se fez essas perguntas enquanto esperava pela reação do homem em quem havia acabado de dar um tapa.

"Você ousou me bater." Furioso, ele levantou um cassetete e estava pronto para acertar Amy, mas uma voz autoritária soou atrás dele. "Espera".

O homem se virou e parou na mesma hora. Em seguida, abaixou a cabeça para explicar o que estava acontecendo, mas o outro homem, o que lhe disse para esperar, acenou para que ele ficasse quieto.

Quando esse outro homem se aproximou de Amy, ela percebeu que era a tal "pessoa especial", que havia ido ao dentista no dia anterior!

O que ele estava fazendo ali?

O homem sussurrou para o assistente pessoal e, no mesmo instante, o assistente afastou todas as outras pessoas, deixando Amy sozinha com o homem mais poderoso de North Hill e os subordinados dele. O velho que levou um tapa também estava presente ali, e não tinha permissão para sair com os outros.

"Você tá fazendo de tudo pra chamar a minha atenção, mulher?", perguntou ele.

"Não... não tô. Eu nem sabia que você tava aqui. Eu vi esse homem dar um tapa nesse senhor, e fiquei com nojo porque ninguém tava ajudando. Por isso, vim defender ele", explicou Amy.

"Esse velhote roubou de mim", afirmou ele. A mulher franziu a testa, virou-se para o velho, que tinha um olhar inocente no rosto, e perguntou: "Você roubou mesmo?"

"Sim", admitiou o velho, envergonhado.

O homem mais poderoso de North Hill disse com severidade: "Dá pra ver que você é uma daquelas mulheres que mal conseguem esperar pra se jogar em mim. Conheço os seus truques. Você já apareceu na minha frente duas vezes, e isso mostra como tá desesperada." Ele estendeu a mão ao assistente e acenou com a cabeça. O assistente lhe entregou uma nota de cem dólares.

Em seguida, ele entregou o dinheiro para Amy. "Pega isso aqui e nunca mais aparece na minha frente. Porque, se eu te ver de novo, vou te destruir."

A mulher ficou chocada ao ouvir isso. Ele estava lhe entregando dinheiro porque achava que ela era uma prostituta ou uma daquelas garotas que se apaixonavam por celebridades?

"Não se preocupa, senhor. Pode ficar com o seu dinheiro. Só tava fazendo o que é certo, e já vou embora", disse ela antes de se virar e ir embora.

O assistente dele quis detê-la, mas o homem fez um sinal para ele a deixasse ir. Esse era o último aviso que ela receberia. Da próxima vez que a visse, ele lhe ensinaria uma lição da qual ela não conseguiria esquecer pelo resto da vida. Ela ficaria arruinada. Mas, por enquanto, ele a deixaria ir embora.

"Devo investigá-la?", perguntou o assistente, suspeitando que Amy já pudesse estar tramando algo contra o chefe dele. Afinal, por que a mulher apareceria duas vezes em dois dias seguidos?

"Não precisa. Ela não vale o meu tempo. Deixa isso pra lá", declarou o homem, afastando-se.

"Mãe, deixa a gente ver...", disse Angel.

"Tenho certeza que devem muito bonitos", acrescentou Queen.

Amy trouxe os bonés, e as crianças começaram a pegar os que gostaram mais.

A mulher riu. "Não, esse aqui é de menino, e esse aqui é de menina." Ela diferenciou os bonés quando viu que os filhos estavam apenas escolhendo ao acaso.

No final, todos estavam com um lindo boné na cabeça. As crianças ficaram muito felizes e agradeceram à mãe. Até mesmo Debby, que mal falava, agradeceu.

Amy brincou ocm eles antes de ir para o quarto descansar um pouco.

No dia seguinte, ela trocou de roupa e foi trabalhar. Enquanto ia para a escrivaninha, ela encontrou Abe no meio do caminho e, apesar do que aconteceu entre os dois no dia anterior, ainda cumprimentou-o com educação.

O homem não a cumprimentou de volta, apenas disse: "O CEO tá no escritório, vai se apresentar pra ele".

"Certo." Amy deixou a bolsa na escrivaninha e foi até o escritório. Ela bateu na porta, mas ninguém respondeu. Antes que ela pudesse bater de novo, a porta se abriu sozinha.

A mulher ficou imaginando que devia ser uma daquelas portas modernas. Ela estava usando uma saia formal que descia até os joelhos e uma camisa branca de manga comprida. Os cabelos, escuros e longos, chegavam até os ombros. Amy estava usando sapatos de salto alto e, no geral, estava bonita e bem vestida.

Quando avistou o homem sentado à escrivaninha do CEO, ela deu um suspiro. Pelo menos, não precisaria ficar de pé por tanto tempo hoje. O homem estava com a cabeça enterrada no notebook, como se estivesse muito ocupado.

Amy não sabia se falava com ele ou não, porque parecia que ele estava ocupado, mas ela não podia ficar ali sem dizer nada.

"Bom dia, senhor. Eu sou a Amy, a nova funcionária da..."

"Sente-se", interrompeu ele, sem tirar os olhos do notebook.

Alguns segundos depois, ele empurrou o computador para o lado e os dois olharam um para a cara do outro.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Mulher Estéril e Seus Sêxtuplos