"Por favor! Eu não apareci na sua frente de propósito e peço as mais sinceras desculpas pelo que aconteceu naquela noite. Me perdoa", implorou ela.
O homem ficou em silêncio por bastante tempo. Qualquer um que estivesse perto de Amy ouviria os batimentos cardíacos dela. O coração estava tão acelerado que parecia que iria explodir. Ela não queria que esse homem intimidador a atacasse.
Se isso acontecesse, o que a mulher poderia fazer? Foi ela que causou isso ao atacá-lo seis anos atrás, mas esperava do fundo do coração que ele mudasse de ideia. Amy só queria sair do escritório e fugir da empresa o mais rápido que podia.
Ele se aproximou dela e, de repente, virou-se, voltou para a cadeira e se sentou. "Sai".
Sair? A mulher achou que não tivesse ouvido bem. Ele a mandou sair de lá? Ou seja, estava tendo piedade dela?
Ela se aproximou devagar da porta, esperando que tivesse ouvido a coisa certa. Em seguida, girou a maçaneta, e a porta se abriu.
Ufa! Uma vez que estava do lado de fora do escritório, ela deu um longo suspiro de alívio. Essa fuga foi por pouco. O que o fez mudar de ideia?
Ela precisava ir embora dessa empresa o mais rápido possível. Ele já sabia a identidade dela e com certeza guardaria rancor. Se Amy ficasse longe da empresa e de lugares com multidões, então poderia evitá-lo, certo?
A mulher foi até a própria escrivaninha e começou a colocar os pertences dentro da bolsa. Por fim, sentou-se, rapidamente escreveu uma carta de demissão e foi de imediato ao escritório de Abe para entregá-la.
"Não vou poder continuar trabalhando aqui, sinto muito", disse ela, depois que o chefe pegou a carta de demissão dela.
O homem começou a ler e viu que era de fato uma carta de demissão. Ele deu um sorriso presunçoso e disse: "Eu não te avisei que, se não cedesse a mim, eu iria dificultar as coisas pra você?"
Em que momento ela disse que estava se demitindo por causa dele? Que homem idiota.
"É só me aceitar que você vai estar segura aqui. Se realmente se demitir, não vai conseguir encontrar outro emprego que pague tão bem quanto esse", afirmou Abe.
Era verdade. Qual empresa pagaria um salário tão alto quanto a Alessandro's Corporation?
"Com licença!" Amy tinha nojo desse homem, então o ignorou e foi embora. Mas, assim que ela saiu de lá, viu um rosto familiar. Era o homem que estava com Broderick ontem... Ah! Esse era o assistente pessoal dele. Foi ele que entregou os cem dólares que Broderick queria dar a ela.
"Olá", cumprimentou a mulher enquanto saía de lá, mas Brett a deteve.
"Se você for embora e tentar encontrar outro emprego, nenhuma empresa em North Hill vai te contratar. Nenhuma!", declarou o homem, e essas palavras lhe deram arrepios.
Com medo, Amy olhou para ele e perguntou: "Por quê? O que eu fiz?"
"Sr. Broderick!" Brett apenas disse o nome do CEO.
"Eu já me desculpei com ele antes de sair do escritório. Por que ele não me deixaria arrumar um emprego em nenhum lugar da cidade?", perguntou ela.
"Porque ele vai te demitir quando for a hora certa. Até lá, você precisa continuar trabalhando aqui. Aí, cabe a você escolher se vai obedecer ou não", explicou Brett antes de ir embora.
Amy ficou confusa. Ele não disse que não queria vê-la nunca mais? Por que quereria que ela continuasse ali, então? Será que queria observá-la e puni-la?
Como a mulher não queria criar mais confusão entre si e o homem mais poderoso de North Hill, ela voltou ao escritório de Abe e disse: "Mudei de ideia e não vou me demitir ainda. Por favor, ignore a carta".
Abe sorriu. "Sabia que você iria voltar. Mas não pensa que vou ignorar essa carta."
"A escolha é sua", afirmou Amy, saindo do escritório do chefe.
Abe ficou irritado. Como ela ousava falar com ele daquele jeito? Quem essa mulher pensava que era? Era melhor ela sair dessa empresa, pois devia estar delirando se pensava que ele a deixaria continuar trabalhando ali.
Ele saiu de seu escritório e foi até a mesa de Amy. "Você acha que pode se sentar aqui depois de entregar a sua carta de demissão?" O homem fez questão de falar em voz alta, chamando a atenção dos colegas de Amy.
"O Abe trabalhou pro CEO como secretário na NN Firms, e sempre disseram que os dois eram tão próximos... Por que o CEO rebaixaria ele de repente?"
"É verdade que o Abe tava perturbando o local de trabalho, mas todo mundo sabe que ele trabalhou com o CEO antes. Talvez tenha sido por isso que ele foi ousado o suficiente pra agir daquele jeito. Mas, a menos que a Amy seja mais importante do que ele, seria impossível que uma mudança tão grande assim acontecesse."
"A Amy é bonita... Será que ela seduziu o CEO? Mas ele é difícil, e a gente não pode nem olhar pra cara dele, quanto mais seduzir ele."
"Qualquer mulher que tentar seduzir o CEO vai estar cavando a própria cova. Ele é poderoso demais. Talvez ele só quisesse punir o Abe, e isso não tem nada a ver com a Amy."
Os funcionários da Alessandro's Corp continuaram fofocando.
Quando Amy saiu do trabalho, ela pegou um táxi para casa. Porém, enquanto estava no carro, ficou pensando no que havia acontecido hoje. Ela simplesmente não conseguia entender.
Quando chegou em casa, a mulher parecia muito feliz, diferente de ontem. Todavia, os três meninos pareciam tristes.
Ela se aproximou deles e perguntou: "O que aconteceu?"
"Oi, mãe... O vizinho tava jogando bola com a gente, mas ele pegou ela do nada e não deixa mais a gente jogar", explicou Moses.
"Ah! Bom... Eu compro uma bola pra vocês amanhã. Agora, a mamãe tá aqui", disse Amy, e as crianças se animaram de imediato. Pouco depois, as meninas apareceram e rodearam a mãe.
Queen e Angel começaram a falar com a ela sobre várias coisas que aconteceram quando a mãe não estava por perto. A mulher escutou e riu até se cansar. Tirando Debby, as meninas adoravam conversar e falar bastante. Quanto aos meninos, eles faziam todo tipo de pergunta, várias das quais eram infantis, mas Amy fazia o melhor para respondê-las, não importava o quanto fossem bobas.
Eles sempre ficavam curiosos sobre tudo o que viam, e ela gostava de lhes explicar as coisas. Ela amava muito os filhos, e ficar com eles sempre a deixava feliz.
Quando a mulher estava prestes a lhes dizer que iria preparar o jantar, alguém bateu na porta.

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