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Na prisão, casei com Bilionário por acidente romance Capítulo 1

CAPÍTULO 1: A VISITA errada.

Capitulo 1

Eu não posso morrer!

Deitada no chão frio da cela, ofegante, cravei as unhas nas palmas das mãos numa tentativa inútil de me manter consciente. Meu corpo, pesado como chumbo, me prendia ao chão.

Mais de cem quilos de fraqueza e doença. Mas a minha mente… finalmente começava a emergir da névoa de dois anos em coma. Era a única coisa que me restava. E eu precisava usá-la.

Fui incriminada pelo meu próprio marido, Azael. Ele entrou na minha vida como um salvador. Casamos por uma promessa, uma dívida que eu acreditei que nunca poderia pagar.

E tentei. Dei a ele tudo. Empregos. Contatos. O acesso à minha empresa, a Tafyllo Capital.

Até que, pouco a pouco, ele tomou tudo de mim. E eu deixei, enquanto misteriosamente ficava doente. Porque confiava nele. Porque achava que devia minha vida a ele. Um erro de tolo.

Agora, estou aqui. Acusada de desviar um bilhão. Condenada pela mídia. Pelos sócios. Por todos. Meu rosto — ou o que restou dele depois do coma, estampado como o da maior golpista da década.

A morte que ele preparou para mim não veio com sentença oficial. Veio pior. Lenta, solitária, doente. Dentro de uma cela, sem conseguir ao menos ficar em pé com esse excesso de peso quase me esmagando.

Mas eu não queria morrer, e se meu plano dê certo, posso ter uma chance de sobreviver.

— Maelyn Tafyllo, tem visita.

A voz do guarda cortou o silêncio. Soltei o ar, trêmula. Um alívio tão intenso que doeu.

Ele veio. O meu plano funcionou.

Um sorriso fraco surgiu nos meus lábios, e morreu no instante em que olhei para a grade.

Não era ele, eu estava esperando o senhor Jones aparecer, mas quem era esse homem? O meu tutor tem pelo menos mais de sessenta anos, e esse homem… ele poderia ter até menos de trinta, será que ele enviou alguns de seus contatos? Já faz tantos anos que não nos vimos, mas sei que ele não me abandonaria, ele me ensinou tudo que sei e me tratou como se eu fosse sua filha.

Do outro lado, um homem permanecia imóvel. Intocável. Como se a sujeira, o cheiro e a miséria não pudessem alcançá-lo.

Terno escuro impecável, postura rígida, um chapéu ocultando os olhos. Os lábios, finos, não demonstravam nada. Só… análise.

E, obviamente, posso imaginar que está sentindo até mesmo nojo. Atrás dele, dois seguranças. E um homem com uma pasta. O carcereiro abriu a cela com mãos trêmulas, como se estivesse diante de um rei.

Meu corpo entrou em alerta.

Quem é ele? Onde está meu tutor?

Ele não entrou. Permaneceu a uma distância segura, como se eu fosse algo contaminado. E talvez fosse.

Meu cabelo grudava no rosto. Minha roupa estava imunda. Meu corpo… irreconhecível. Eu tentei me levantar antes. Não consegui, os braços estavam fracos, minhas pernas pareciam de chumbo.

E ele assistia tudo. Naquele momento, até eu me sentia desprezível por ter chegado a esse ponto.

Vi nos lábios dele o julgamento silêncios, isso é o que sobrou? Um frio percorreu minha espinha.

— Maelyn Tafyllo. — A voz dele era baixa, mas dominou a cela inteira.

Engoli seco.

— Quem… quem é você?

O assistente bufou.

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