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Não Brinque com Ela: A Ascensão da Verdadeira Dona romance Capítulo 15

Depois de contar a sua história, Isadora sentiu a boca seca, foi até a mesa, serviu-se de um copo d'água e bebeu tudo de um gole só.

Henrique quis avisá-la por gentileza que o copo era dele, mas vendo que ela já havia tomado tudo, preferiu não dizer nada.

Ela largou o copo. — Sr. Albuquerque, falamos por tanto tempo, ainda não sei o seu nome.

O homem disse: — Henrique Albuquerque.

Isadora soltou um "ah", sem muita reação.

Henrique Albuquerque, o nome soava bem.

Ela estava ocupada mexendo na caixa que trouxera da casa da família Monteiro.

Tentou colocar o aniversário da mãe, não deu.

Tentou colocar o próprio aniversário, também não deu.

Até o aniversário do avô materno ela tentou, e ainda assim não abriu.

Qual era a senha, afinal?

Augusto disse que a senha tinha sido colocada pela mãe. Será que ele mentiu?

— Henrique, você sabe abrir esse tipo de cadeado com senha?

Enquanto ouvia a história dela há pouco, Henrique percebera que a caixa continha os pertences da mãe.

— Se você não se importar, eu posso tentar, mas não é certeza que eu vá conseguir abrir, não crie muita esperança.

— Quem fala assim geralmente tem certeza que vai conseguir abrir. Toma. Eu não me importo, abre para mim, eu também não vou conseguir mesmo.

Henrique pegou a caixa, analisou por um tempo e, após girar os números, o cadeado se soltou com um clique.

Isadora viu o cadeado abrir, pegou a caixa de volta com alegria: — Eu falei que você tinha certeza que ia abrir, obrigada.

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