— Não é verdade, Júlio? — perguntou Camila Cavalcanti sorrindo, enquanto abraçava o pequeno Júlio Cavalcanti.
— Tia, o que foi? — Júlio estava brincando sozinho até agora e não tinha ouvido o que a tia e a avó estavam dizendo.
— Você gosta da Tia Sabrina? — perguntou Camila, apertando com carinho o rostinho fofo do menino.
— Gosto, eu adoro a Tia Sabrina. — assentiu Júlio, sem hesitar.
— Então, a sua mãe biológica é uma ingrata? — continuou a perguntar Camila a Júlio, depois de olhar para Yara Inácio.
Ao ouvir a pergunta, Júlio piscou, um pouco confuso.
— Tia, o que significa ser uma ingrata?
— É quem paga o bem com o mal, quem trata mal quem o ajudou muito. — Vendo que o sobrinho ainda não entendia muito bem, Camila explicou de forma mais simples. — Ou seja, você é bom para ela, mas ela te machuca. Esse tipo de pessoa é uma ingrata.
— É! A minha mãe é uma ingrata! — disse Júlio, que após pensar por um momento, assentiu vigorosamente.
A Tia Sabrina era tão boa para ele e para todo mundo, mas sua mãe sempre a intimidava, a ponto de fazê-la ir parar no hospital. Sua mãe era mesmo uma ingrata.
Além disso, ele tinha tomado a iniciativa de ligar para ela pedindo que voltasse, e mesmo assim ela não voltou.
Portanto, sua mãe era uma grande ingrata!
— Viu só, mãe? Até o Júlio acha que ela é uma ingrata. — disse Camila, olhando de novo para Yara Inácio.
— Quem é uma ingrata?
Jorge Cavalcanti e Henrique Cavalcanti se encontraram na porta. Assim que pai e filho entraram, ouviram Camila falando sobre alguém ser ingrata.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti!