Sem esperar resposta, ela avançou com as mãos sobre o Dr. Vieira, o mais velho e fisicamente mais frágil entre eles:
— Seu velho decrépito, sai de cima da minha nora!
O Dr. Vieira perdeu o equilíbrio e quase caiu no chão, sendo amparado a tempo por Wilson.
— Mas o que pensa que está fazendo, sua maluca?! Por que está nos atacando?! — exclamou o Dr. Vieira, enquanto, com a ajuda de Wilson, empurrava a mulher para trás.
A mulher deu dois passos para trás e imediatamente fuzilou Alice com o olhar, furiosa:
— Que tipo de garota é você, que fica aí parada vendo essa gente agredir a sua futura sogra?! Meu filho implorou muito para que eu viesse relutantemente fazer esse pedido de casamento! Não seja ingrata! A família Medeiros tem exigências altíssimas para suas noras!
— Família Medeiros? — murmurou Alice. Logo, fixou o olhar na mulher. — Eu não conheço a senhora, não faço ideia de quem seja o seu filho e, muito menos, sou sua futura nora. Se houver algum mal-entendido, estou disposta a esclarecê-lo abertamente diante de todos. Mas se estiver aqui de propósito para me causar problemas e sujar o meu nome, serei obrigada a reportar o caso aos líderes da Prefeitura Distrital e a chamar a polícia.
O local silenciou por um momento. Os moradores que assistiam perceberam a seriedade no rosto de Alice, evidenciando que ela não estava brincando.
— Ô Dona Medeiros, será que a senhora não confundiu tudo? A moça disse que não conhece a senhora nem o seu filho.
— Pois é, eu também estranhei. Já vi essa moça por aqui antes, quando o seu filho nem tinha voltado. Ela veio trabalhar, como de uma hora pra outra virou sua nora?
— O Sr. Zózimo vive dizendo que hoje em dia a lei funciona. Não se pode sair agarrando moças por aí pra forçar casamento, isso dá cadeia.
O rosto da mulher oscilou entre a palidez e a vermelhidão diante dos comentários.
— O que vocês sabem?! Ela é a minha nora, sim! Meu filho me garantiu que ela está doida por ele!
A frase provocou um grande alvoroço na multidão.

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