A raiva de Talita explodiu, e ela franziu a testa.
— Gaspar e Débora têm um caso mal resolvido e até fizeram um filho. Que tipo de marido e mulher é esse? Ele nem merece ser chamado de homem.
Ela bufou friamente.
— E você ainda o compreende.
Dário parou. Com essa lógica, se ele compreendia, ele também não era homem?
— Tsc, se quer xingar ele, xingue, por que me xingar também?
Talita tinha escárnio no olhar.
— Vocês se merecem, são dois lixos do mesmo tipo.
— Como posso ser igual a ele? Eu não engravidei ninguém. — Dário achou graça, baixou a cabeça até o ouvido dela e disse com voz maliciosa: — Quando fiquei com você, ainda era minha primeira vez.
O rosto de Talita queimou instantaneamente, e ela ficou sem palavras de tanta raiva.
— Vo... você é muito sem vergonha!
Dário apertou os lábios dela com dois dedos.
Os olhos de Talita se arregalaram, parecendo um pouco cômica.
— Uma boca tão linda, por que só diz coisas que não gosto de ouvir? — De repente, Dário abaixou a cabeça e bicou o bico que ela fazia.
O gesto foi engraçado e ambíguo ao mesmo tempo.
Dário sorriu.
— Como sabe que Genebra não vai perdoar o Gaspar? Nunca ouviu falar?
Seus lábios deslizaram pelo rosto de Talita até a orelha, sussurrando:
— Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher.
Ambos eram adultos e sabiam o que aquilo significava; as pupilas de Talita tremeram, e as pontas de suas orelhas ficaram vermelhas.
...
Genebra passou a noite em um estado confuso e, no final, desmaiou ouvindo Gaspar chamar seu nome repetidamente.
Ao acordar, ainda estava meio tonta; aquele quarto não era o dela.
Ela tentou virar o corpo, mas um braço forte envolveu sua cintura, apertando lentamente.
Suas costas encostaram em um peito quente, e a voz rouca de quem acabou de acordar soou em seu ouvido:

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