Gaspar abriu a porta do banheiro, vestindo apenas uma toalha na cintura.
Gotas de água do cabelo caíam em sua clavícula, escorriam pelas linhas perfeitas de seus músculos e desapareciam na borda da toalha.
Ele olhou para a cama: vazia, restando apenas o edredom amassado.
O sorriso em seu rosto congelou.
Ele verificou o quarto todo; Genebra tinha ido embora.
Olhando para as roupas masculinas dobradas no sofá, o rosto de Gaspar fechou.
Genebra voltou para o seu quarto, trocou de roupa e entrou na banheira; o vapor subia.
Só então seu corpo gelado começou a se recuperar.
As cenas da noite anterior voltaram à mente, e Genebra abraçou a si mesma, ainda com medo.
Se Gaspar não tivesse aparecido ontem à noite, qual teria sido a consequência?
Ela não ousava pensar adiante; abraçou-se com força, e as lágrimas escorreram pelo rosto, caindo na água e desaparecendo.
Genebra ficou na banheira por meia hora antes de sair; assim que se vestiu, ouviu batidas na porta.
Ela estremeceu; ainda tinha medo de sons desconhecidos.
As batidas continuaram, seguidas pela voz de Gaspar:
— Genebra, sou eu.
Genebra nem percebeu, mas ao confirmar que era Gaspar, soltou um suspiro de alívio.
Mas ela não relaxou totalmente; passou a corrente de segurança na porta antes de abrir.
Gaspar viu a corrente através da fresta estreita, depois o rosto de Genebra, e franziu a testa.
— Se protegendo de mim?
Lembrando que Genebra o empurrou o tempo todo na noite anterior, ele ficou irritado.
Eles ainda eram casados; fazer aquilo não era normal?
Genebra o olhou com frieza.
— Eu não confio em ninguém agora.
A expressão de Gaspar escureceu.
— O que você quer dizer?
— Os homens de ontem disseram que você os enviou e até me mostraram uma gravação da ligação de vocês.

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