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Nem Morta Serei Sua romance Capítulo 106

Gaspar abriu a porta do banheiro, vestindo apenas uma toalha na cintura.

Gotas de água do cabelo caíam em sua clavícula, escorriam pelas linhas perfeitas de seus músculos e desapareciam na borda da toalha.

Ele olhou para a cama: vazia, restando apenas o edredom amassado.

O sorriso em seu rosto congelou.

Ele verificou o quarto todo; Genebra tinha ido embora.

Olhando para as roupas masculinas dobradas no sofá, o rosto de Gaspar fechou.

Genebra voltou para o seu quarto, trocou de roupa e entrou na banheira; o vapor subia.

Só então seu corpo gelado começou a se recuperar.

As cenas da noite anterior voltaram à mente, e Genebra abraçou a si mesma, ainda com medo.

Se Gaspar não tivesse aparecido ontem à noite, qual teria sido a consequência?

Ela não ousava pensar adiante; abraçou-se com força, e as lágrimas escorreram pelo rosto, caindo na água e desaparecendo.

Genebra ficou na banheira por meia hora antes de sair; assim que se vestiu, ouviu batidas na porta.

Ela estremeceu; ainda tinha medo de sons desconhecidos.

As batidas continuaram, seguidas pela voz de Gaspar:

— Genebra, sou eu.

Genebra nem percebeu, mas ao confirmar que era Gaspar, soltou um suspiro de alívio.

Mas ela não relaxou totalmente; passou a corrente de segurança na porta antes de abrir.

Gaspar viu a corrente através da fresta estreita, depois o rosto de Genebra, e franziu a testa.

— Se protegendo de mim?

Lembrando que Genebra o empurrou o tempo todo na noite anterior, ele ficou irritado.

Eles ainda eram casados; fazer aquilo não era normal?

Genebra o olhou com frieza.

— Eu não confio em ninguém agora.

A expressão de Gaspar escureceu.

— O que você quer dizer?

— Os homens de ontem disseram que você os enviou e até me mostraram uma gravação da ligação de vocês.

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