O tio, Rubens, estava agindo nas sombras, tentando pegar algum podre de Gaspar.
Não precisava pensar muito; algo tão meticuloso só podia ter o dedo de Rubens.
— Desde que você saiba. — Dário bateu no ombro dele. — Genebra sofreu por sua causa, trate-a melhor.
Gaspar o ignorou e virou-se para Jaime:
— Mande entregar o café da manhã para Genebra.
Jaime:
— Sim, senhor.
Dário, adorando ver o circo pegar fogo, continuou:
— Se você quer tratar bem, mostre. Fazendo tudo escondido assim, quem vai saber? Ela não vai agradecer.
Gaspar bufou.
— Ouvi o Tomas dizer que a Talita quer se divorciar de você. E você ainda tem tempo para cuidar da minha vida?
Dário ficou sem palavras. Tomas era um fofoqueiro.
— Meu caso é diferente do seu. — Dário continuou teimoso. — Talita cresceu ao meu lado, nosso afeto é profundo, somos carne e unha. Genebra não é dependente de você.
Gaspar parou por um instante, depois saiu andando rápido.
— Ela não vai me deixar.
Dário ergueu uma sobrancelha e abraçou o pescoço de Jaime.
— Seu chefe é teimoso como uma mula. Mesmo que o mundo acabe, ele não admite que está errado.
Jaime ficou em silêncio.
Talita esperou todos saírem para bater na porta.
— Genebra, abre, sou eu, Talita.
Ela falou baixo, com medo de assustar Genebra.
Genebra, agachada no chão, estremeceu, depois levantou a cabeça devagar para olhar Talita, com os olhos ainda mais vermelhos.
Ela se levantou lentamente; as pernas estavam dormentes, então ela tropeçou ao abrir a porta.
— Talita, desculpa, essa situação toda...
Talita balançou a cabeça e a ajudou a sentar.

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