Dito isso, ela saiu andando.
Jaime ficou deprimido; que situação era aquela?
Selena chegou, tratou os ferimentos de Débora e fez o exame.
A expressão dela não era boa.
— O bebê está salvo por enquanto. Sr. Teixeira, isso é mandar a Débora e a criança para a morte; não pode ficar assim.
Débora puxou fracamente a manga de Selena.
— Selena, não fale nada, deixa pra lá. Gaspar também está numa situação difícil.
— Débora, mesmo que não pense em você, tem que pensar na criança. Além disso, é um filho da família Teixeira, a família Teixeira tem que cuidar de você.
Selena falava com indignação.
— Você é bondosa demais.
Enquanto falava, ela levantou subitamente a blusa de Débora, revelando um pedaço da barriga.
Gaspar desviou o olhar imediatamente.
— Sr. Teixeira, Débora sofreu tanto para manter essa gravidez. Olhe as marcas de agulha na barriga dela, dezenas de injeções para segurar o bebê, e ela nunca reclamou. Por quem ela fez isso?
Selena continuava defendendo Débora. Gaspar baixou os olhos, franzindo a testa.
— Chega, deixe-a descansar.
Ele não mencionou nenhuma punição para Genebra.
Débora e Selena ficaram atônitas, trocaram olhares, e Selena assentiu levemente, prestes a dizer algo, quando a porta foi aberta.
Jaime tentou impedir do lado de fora, mas não conseguiu e olhou para Gaspar com um pedido de desculpas.
Genebra entrou, caminhando sem pressa.
O salto alto batia no chão, fazendo *toc-toc*; Débora encolheu o pescoço.
A sensação de quase morte voltou, e ela teve ânsia de vômito de medo.
— Não morreu? — Genebra disse friamente. — Então por que me chamaram?
A frase foi cruel. Gaspar franziu a testa, o tom severo:
— Genebra, Débora está grávida, por que você agiu com tanta violência?

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