Débora encolheu o pescoço de medo; como ela ousaria?
Se a verdade viesse à tona, todos estariam arruinados.
Ela apenas apostou que Gaspar não ousaria contar.
Para aprofundar o mal-entendido entre Genebra e Gaspar.
O homem não disse mais nada a Débora e saiu atrás de Genebra.
Quando a porta se fechou, Selena sentou-se na beira da cama, exausta.
— Débora, você arriscou demais. Essa gravidez foi difícil, segurar o bebê é difícil, como você ousa drogar o Gaspar? Não tem medo de perder o bebê?
O rosto de Débora fechou.
— Não aconteceu nada entre nós.
Lembrando da expressão de Genebra ao falar, Débora rangeu os dentes de ódio.
— Selena, faça uma coisa para mim. Logo completarei quatro meses. Quero fazer um exame de DNA pré-natal logo.
...
Genebra chegou à esquina do corredor e foi puxada pelo pulso, batendo contra um peito quente.
O perfume frio e familiar invadiu seu nariz.
Antigamente, sentir esse cheiro a deixava feliz.
Era o cheiro único de Gaspar.
Mas agora, ela só sentia o estômago revirar.
Ela teve ânsia de vômito imediatamente.
Gaspar parou.
— Não está se sentindo bem? Por que não disse antes?
Genebra cambaleou para longe dele e encostou-se na parede.
— É que ver vocês me dá nojo.
Vocês, não você.
Gaspar e Débora já estavam vinculados há muito tempo.
O homem franziu a testa, incomodado com a forma como ela o excluiu.
— Genebra, precisa falar assim?
Genebra limpou o canto da boca, riu de repente, com os olhos cheios de ódio.
— E como deveria ser? Gaspar, sua mulher não quer que eu viva, então que ninguém viva! Inclusive seu filho!
A maldição venenosa fez o rosto de Gaspar escurecer; ele avançou bruscamente, segurou a cintura dela e a beijou.

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