Um traço de pânico passou pelos olhos de Gaspar.
— O filho dela é muito importante para a família Teixeira.
— É seu filho, claro que é importante para a família Teixeira. — Genebra assentiu lentamente. — Então fique com ela e me deixe em paz, está bem?
O peito de Gaspar arfava violentamente.
Ele levou a mão à testa, massageando-a, tentando reprimir suas emoções caóticas.
— Genebra, essa criança não é minha. Entendeu? Vou dizer mais uma vez: não é minha! Eu nunca toquei na Débora! Juro pela minha própria vida que, se a criança for minha, Deus me castigue e eu queime no inferno se estiver mentindo!
Genebra ficou atônita.
Seus cílios tremiam violentamente.
Grandes lágrimas rolaram.
Gaspar fechou os olhos por um momento, avançou e limpou as lágrimas dela.
— Genebra, só um mês, pode ser? No seu aniversário, eu prometo te dar uma resposta.
O tom de Gaspar revelava uma clara concessão, até mesmo um toque de súplica.
Embora não tivesse esperanças, ao ouvir aquelas palavras, o coração de Genebra vacilou.
Ela levantou as pálpebras lentamente para olhar para Gaspar.
Seus lábios se fecharam em uma linha reta.
Ela não disse nada.
...
A exposição foi um sucesso.
Genebra se deu alguns dias de folga.
Sua condição física estava um pouco mais estável agora.
Ela precisava descansar e se recuperar, preparando-se para a cirurgia que viria a seguir.
Breno ligou para ela, dizendo que o doador já havia assinado o acordo.
Ele pediu que ela fosse fazer um check-up e aguardasse o agendamento da cirurgia.
Tudo parecia estar caminhando para um bom desfecho.
No segundo dia após seu retorno, Jaime trouxe uma pilha de coisas.
Algumas eram itens que Genebra usava antigamente, outras eram compras novas.
Havia um computador novo.
Genebra tirou a nota fiscal e olhou.
A data era aproximadamente de quando Débora havia quebrado o computador dela.
— O Sr. Teixeira mandou comprar. Tentei entregar algumas vezes, mas a senhora não aceitou. — Explicou Jaime.
Genebra se lembrava.

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