A luz das estrelas fora da janela era fraca, refletindo a desolação do fim do outono.
O celular acendeu.
Genebra pensou que fosse uma mensagem de Luana e pegou rapidamente para ver.
Mas recebeu uma mensagem de um número desconhecido.
Ao abrir, viu um teste de paternidade.
Débora havia feito uma amniocentese, e os genes da criança com os de Gaspar mostravam que eram pai e filho.
Genebra olhou para o resultado do teste, atordoada, seus dedos rígidos incapazes de se mover.
Uma sensação de sufocamento atingiu seu peito.
A mente de Genebra ainda estava um pouco lúcida, e ela encaminhou o relatório para o Breno.
— Dr. Paiva, por favor, me ajude a verificar se isso é real. Obrigada.
Ele não perguntou o motivo e respondeu na hora: — Vou verificar o mais rápido possível.
Os dedos de Genebra tremiam de nervosismo, e a dor a fez recuperar um pouco a sobriedade.
Se o relatório fosse verdadeiro, o filho era de Gaspar, e o casamento já havia acontecido.
Qual a diferença entre eles e um casal de verdade?
E Gaspar ainda a mantinha presa no Mirante do Vale. O que isso significava, afinal?
Genebra sentia-se terrivelmente mal, triste pela injustiça que sofria.
Ela mordeu o lábio inferior com força para se acalmar.
Primeiro, enviou uma mensagem para Luana perguntando sobre a situação de Filomena.
A resposta foi que a cirurgia tinha sido um sucesso e ela já havia sido transferida para um quarto comum.
Confirmando que Filomena estava bem, Genebra ligou para o Tomas.
Ele atendeu rápido, com a voz leve,
— Genebra, fique tranquila. Gaspar já deu as instruções, acabou de me ligar. Já contei o resultado para ele. A paciente está bem e vai se recuperar logo.
Recebendo a confirmação de Tomas, Genebra suspirou aliviada,
— Vai precisar de mais cirurgias depois?
— Não. — Tomas respondeu secamente. — Só precisa de repouso.
Genebra apertou os lábios, hesitou e perguntou,
— Tomas, posso te pedir uma coisa?

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