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Nem Morta Serei Sua romance Capítulo 143

Débora não suportou aquele olhar.

Era aterrorizante.

A última vez que vira um olhar tão assustador fora quando Genebra quase a estrangulou até a morte.

Era um agradecimento sincero?

Se fosse sincero, por que ela usaria um trunfo para ameaçá-lo?

Débora ficou sem palavras, e seu rosto empalideceu.

Para sua sorte, Jaime apareceu de repente e salvou a situação.

Ele sussurrou algo no ouvido de Gaspar.

Gaspar disse indiferente:

— Se encontraram, está bom. Mandem para o hospital.

— Sim senhor.

Gaspar pegou o celular e abriu a conversa com Genebra.

Estava vazia; há muito tempo não conversavam.

Seu dedo pairou sobre o teclado.

Queria dizer a ela que cumprira o prometido.

Mas apagou.

Por que contar agora?

Para dar a ela a chance de ir ver Noriel?

Uma raiva inexplicável subiu-lhe à cabeça.

Gaspar largou o celular com força.

Como se atrasara no jantar, Gaspar apressou o motorista durante todo o caminho.

Saiu do elevador e caminhou apressadamente para o escritório.

A secretária que levara a comida para Genebra adiantou-se rapidamente.

— Sr. Teixeira, já entreguei o almoço que o senhor pediu.

Gaspar parou por um instante, olhou para a secretária e não a reconheceu.

Mas sabia que pedira a Jaime para resolver isso.

— Hm.

Gaspar empurrou a porta do escritório.

Olhou ao redor, não havia ninguém.

Seu olhar pousou na mesa.

A marmita estava intocada.

— Onde ela está? — Perguntou Gaspar com a voz gélida e severa.

A secretária assustou-se.

Gaspar costumava ser frio, mas raramente se exaltava.

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