— Ei, o que você está fotografando? — Um dos guarda-costas que trouxera Noriel empurrou o outro.
O outro respondeu, com cara de bobo:
— Jaime disse que era para tirar uma foto se a pessoa estivesse segura. Estou enviando para o Jaime agora.
Genebra recobrou os sentidos e afastou-se um pouco, sem fazer movimentos bruscos para não esbarrar nos ferimentos de Noriel.
— Vou te levar para casa para descansar. — Genebra ajudou Noriel a se levantar.
Os dois guarda-costas tentaram segui-los.
Genebra os repeliu com um grito:
— Será que vocês não vão me deixar em paz nunca?
Os dois ficaram confusos.
Não foram eles que salvaram o homem?
A reação de Genebra fazia parecer que eles é que tinham batido em Noriel.
No caminho para lá, Genebra ligara para o aprendiz de Noriel.
Ao sair do hospital amparando Noriel, encontraram-se com ele.
— Como deixaram ele ficar assim? — Ivan, o aprendiz, estava com o rosto vermelho de raiva. — Professor Saramago, como está a mão? Não quebrou, né?
Noriel lançou um olhar para Genebra.
— Não é tão grave, não assuste as pessoas.
Ivan percebeu então que a expressão de Genebra não era boa; parecia assustada.
— Sra. Amorim, obrigado. Sorte que você estava lá. — Ivan quase fez uma reverência para Genebra.
Isso deixou Genebra ainda mais envergonhada.
Se não fosse por ela, Noriel não teria sofrido nada disso.
— Quem fez isso, afinal? — resmungou Ivan.
Ivan trouxera várias pessoas.
Noriel olhou para Genebra, que mantinha os olhos baixos e não dizia nada.
Não era hora de falar.
Noriel não respondeu à pergunta.
— Vamos voltar primeiro. Ivan, mande alguém levar a Genebra para casa.
Genebra ia dizer que queria ir junto com Noriel, que só ficaria tranquila vendo que ele estava bem.
Mas o celular tocou.
Na tela, uma mensagem de Gaspar.
Simples, direta e sem margem para contestação:
[Volte para o Mirante do Vale. Agora.]
Ela esboçou um sorriso amargo.

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