Genebra congelou.
Ela vira o teste de paternidade; era claramente filho de Gaspar.
E ele dizia uma coisa daquelas.
Um frio subiu do coração de Genebra, e seu estômago revirou.
Seu rosto empalideceu ainda mais.
Então, o fato de ela ter perdido o bebê, para Gaspar, era ainda mais insignificante?
Gaspar não percebeu a mudança nela.
Levantou a mão e colocou uma mecha de cabelo dela atrás da orelha.
— Está com ciúmes?
Genebra sorriu com escárnio.
— Teria ciúmes se gostasse de você. Eu só estou assistindo ao show.
— Show? — Gaspar soltou um riso frio. — Então vamos fazer um show.
Falando isso, ele segurou a mão de Genebra.
A outra mão pressionou a nuca dela, puxando-a para si.
A água da banheira agitou-se, fazendo um barulho alto.
Genebra assustou-se e soltou um grito baixo.
Os narizes se tocavam.
As palavras de Gaspar eram cruéis:
— Não disse que tinha mãos e boca?
As pupilas de Genebra contraíram-se violentamente.
Ela encarou os olhos de Gaspar.
Estavam escuros e assustadores, totalmente diferentes da brincadeira de agora há pouco.
Estava se vingando por Débora?
Gaspar simplesmente a tirou da água.
Enrolou-a em uma toalha de qualquer jeito e a pegou no colo.
Genebra reagiu com atraso, chutando e se debatendo.
Mas sua força era insignificante diante de Gaspar.
O homem a pressionou com firmeza na cama.
As duas mãos de Genebra foram presas acima da cabeça.
Na luta, a toalha já não cobria mais nada.
Sentindo o frio no corpo, Genebra começou a tremer levemente.
Lágrimas fisiológicas escorreram pelos cantos dos olhos.
Raiva, ódio e a frustração de não poder resistir.
Mas o homem não avançou.
Até que a voz de Noriel soou perto do ouvido dela.
— Genebra?

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