Ela baixou a cabeça, recusando-se a olhar para ele novamente, virou-se e saiu do banheiro.
Pegou casualmente dois pijamas no closet, vestiu-se e preparou-se para sair do quarto.
O homem a chamou:
— Aonde você vai?
Genebra Amorim parou.
— Vou voltar a dormir.
— Não pode dormir aqui? — Gaspar Teixeira recostou-se na cabeceira da cama e deu tapinhas no colchão ao seu lado. — Venha cá.
Genebra permaneceu imóvel no lugar.
— Quer que eu ligue para Noriel Tavares? — Ameaçou Gaspar. — Venha. Agora.
Genebra fechou os olhos com força por um momento, virou-se abruptamente e caminhou até lá.
Subiu pelo outro lado e deitou-se na beirada da cama, desejando estar a quilômetros de distância dele.
O homem se aproximou por trás e a puxou diretamente para seus braços.
Genebra lutou algumas vezes, mas não conseguiu vencê-lo, então teve que desistir.
A ponta do nariz de Gaspar roçou na orelha dela; ele não disse nada, nem fez mais nenhum movimento.
Genebra estava exausta da agitação anterior, especialmente sua mão direita, que doía e formigava terrivelmente.
O abraço dele era quente, e Genebra adormeceu rapidamente.
Na escuridão, Gaspar abriu lentamente os olhos e, sob o luar, observou a pessoa em seus braços.
Os cílios projetavam uma sombra suave sobre as pálpebras, parecendo especialmente serena.
O olhar de Gaspar suavizou-se um pouco, e os cantos de sua boca se curvaram lentamente.
...
— Sra. Amorim, tem visita. — A secretária bateu na porta do escritório de Eliana Amorim e, em seguida, trouxe duas pessoas.
Eliana tirou os óculos de leitura, ergueu os olhos e, ao ver quem era, sua expressão fechou.
— Certo, obrigada, Jéssica.
Ela se levantou e, educadamente, indicou as cadeiras.

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