Jaime ficou atônito. Fazendo isso, as ações da família Villar certamente despencariam, podendo até ter a negociação suspensa.
A família Villar, embora ainda tivesse nome em Solavento, era apenas fachada. O tio-avô daquela família usava a conexão com a família Teixeira para conseguir parcerias.
Mas a competência era limitada, e os resultados eram medíocres, mantendo apenas uma aparência de prestígio.
Se Gaspar fizesse isso, a família Villar poderia ser expulsa definitivamente do círculo da elite de Solavento.
Amália faria um inferno na terra.
Era sabido que Amália tratava o sobrinho melhor do que o próprio Gaspar.
Antes, a punição a Amália tinha sido apenas um aviso leve.
Agora, se Gaspar atacasse a família Villar, estaria cortando completamente as rotas de fuga de Amália.
A harmonia superficial entre mãe e filho deixaria de existir.
Jaime não ousou desobedecer e concordou.
— Sim, Sr. Teixeira. Vou providenciar imediatamente.
Depois da ligação, Gaspar ficou em silêncio no terraço por um tempo.
A atitude de Genebra agora pouco, aquela disposição de se destruir, não era submissão. Era puro desafio.
Antigamente, Genebra não era assim. Era gentil, compreensiva e dócil com ele.
Mas agora, ela atacava Débora mortalmente, fazia coisas extremas na cama, dizia palavras cruéis e, como agora, agia como se ele a estivesse matando, sem se importar com o próprio corpo.
Gaspar praguejou baixo e saiu do terraço.
Encontrou Genebra descendo as escadas. Ela havia trocado de roupa, pronta para sair.
— Aonde você vai? — Gaspar colocou as mãos nos bolsos, encarando-a fixamente.
Genebra calçava os sapatos na porta, sem nem olhar para ele.
— Trabalhar.
— Trabalhar onde? — Gaspar só queria saber para onde ela ia.

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