— Eu não me importo com o que você quer. — Genebra o interrompeu diretamente. Ela chutou os sapatos, descalça, e subiu as escadas rapidamente.
— Para onde vai agora? — A voz do homem carregava um frio cortante.
Genebra parou, de costas para ele.
— Vou para o quarto. Também não posso? Sr. Teixeira?
O maxilar de Gaspar se tencionou, e sua voz soou carregada de profunda decepção.
— Genebra, você não vai nem olhar a casa ao lado?
Genebra soltou uma risada seca.
— O que o Sr. Teixeira oferece é sempre do melhor, eu já aprendi isso nesses cinco anos. Mas luxo nenhum compensa falta de liberdade. Eu não quero.
Dito isso, Genebra correu direto para o quarto.
Gaspar ficou parado no lugar, desolado. O celular tocou; era Jaime enviando as fotos do estúdio reformado ao lado.
Ele passou as fotos uma a uma. Era idêntico à sala de convivência da universidade.
Naquela época, Genebra não tinha um espaço de trabalho próprio e ia sempre para lá. Ela dizia que da janela podia ver o pé de Jasmim, e quando chegava a época da floração, o perfume a inspirava muito.
Além disso, o espaço era amplo e a fazia se sentir em paz.
Jaime ligou.
— Sr. Teixeira, a reforma já estava pronta, mas hoje adicionamos as estantes expositoras conforme sua ordem, para colocar as obras da exposição da senhora. A disposição está correta?
Originalmente, era para o designer cuidar disso, e ele apenas aprovaria.
Mas Gaspar fez questão de supervisionar cada detalhe da decoração pessoalmente.
Até o Jasmim do lado de fora da janela foi podado conforme suas exigências.
Gaspar fechou os olhos lentamente.
— Está correto.
De que adiantava ele achar que estava bom?
Genebra não se importava.
No quarto, no andar de cima, Genebra falava ao telefone com Luana.

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