Ela ainda estava atordoada com o significado daquela frase de Gaspar e nem se preocupou em soltar a mão dele.
Assim, ele a puxou escada abaixo.
Ao chegarem à sala de estar, Eliana já havia sido conduzida para dentro por Jaime.
Assim que entrou, o olhar de Eliana travou em Genebra.
Ao ver os dois de mãos dadas, o rosto de Eliana fechou-se imediatamente.
Genebra sobressaltou-se e puxou a mão rapidamente.
A palma de Gaspar ficou vazia; ele curvou os dedos e adiantou-se primeiro.
— Mãe, o que a traz aqui?
Eliana lançou-lhe um olhar muito frio.
O coração de Gaspar apertou; aquele olhar era ainda mais gelado do que na última vez.
Ela passou por Gaspar e olhou para Genebra.
— Quando você pretende se divorciar dele?
Gaspar colocou-se de lado, bloqueando Genebra, e olhou para Eliana com respeito.
— Mãe, nós não pretendemos nos divorciar...
— Não perguntei a você! — Eliana interrompeu Gaspar com frieza.
Ele teve que se calar.
Ela voltou-se para Genebra.
— Fale, Genebra. Responda-me.
Genebra cerrou os punhos com força e apertou os lábios.
Ela não ousava responder.
Dizer que não se divorciaria magoaria Eliana.
Dizer que se divorciaria faria Gaspar atacar Noriel e Luana.
— Genebra, venha aqui fora comigo.
Eliana virou-se para sair, mas Gaspar a segurou.
— Mãe, nem a senhora nem a Genebra podem pegar friagem. Conversem aqui dentro, eu saio.
Dito isso, Gaspar fez uma reverência respeitosa, saiu pela porta principal e a fechou.
Na enorme sala de estar restaram apenas mãe e filha, mas a atmosfera continuava tensa.
Depois de um longo tempo, Eliana suspirou, com a voz carregada de cansaço.

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