Genebra não pensou muito; elas já haviam passado por situações assim, ajudando uma à outra a resolver problemas de design.
Mas ela não sabia se conseguiria sair.
— Luana, eu te ligo de volta em um minuto.
Ao desligar, Genebra ligou para Gaspar, mas ele rejeitou a chamada imediatamente.
Genebra paralisou, olhando atônita para a tela da chamada encerrada, e soltou uma risada fria de incredulidade.
Seus dedos começaram a digitar uma mensagem com força excessiva, mas antes que terminasse, bateram à porta do escritório.
No instante em que Genebra levantou a cabeça, Gaspar entrou.
Ao ver o rosto um pouco frio do homem e suas roupas casuais, Genebra ficou surpresa.
Gaspar era viciado em trabalho, mas já era tarde e ele não tinha ido para a empresa?
E era uma segunda-feira.
Gaspar pareceu perceber a dúvida dela.
— Estou trabalhando de casa ultimamente. Por que me ligou?
Genebra recobrou a consciência; não lhe interessava por que Gaspar não fora trabalhar.
— Luana quer me encontrar para resolver um problema técnico. Preciso sair, tudo bem?
Gaspar estancou.
— Só por isso?
Senão o quê?
Genebra franziu a testa.
— Posso ir? — Ela queria uma resposta direta.
O maxilar de Gaspar tencionou.
— Genebra, esta é sua casa. Você tem liberdade para entrar e sair, entendeu?
Liberdade de ir e vir? Genebra achou graça; Gaspar nem a deixava ir ao estúdio, que liberdade era essa?
Ela não quis discutir.
Já que ele disse isso, ela sairia.
Pegando a bolsa, Genebra contornou Gaspar para sair.
Sentiu um aperto no pulso e parou.
Ela olhou para baixo, para o pulso, onde Gaspar a segurava com força.
Riu internamente; sabia que não seria tão simples.

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